  
  Srie: Arquivo-x.

  Ttulo: O inferno astral de Mulder.

  Categoria: MSR, humor, terror, tenso...

  Resumo: Scully est naqueles dias. Para Mulder e o incio de cinco dias infernais, e pior, ambos receberam 2 semanas de folga e resolveram pass-las juntos, nas exuberantes praias californianas... Pobre Mulder...

  Disclaimer: Direitos reservados a CC e a Fox, no estou visando lucro. Infelismente, fora os adicionais, os principais no me pertencem.



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  Washington, escritrio central do FBI. Poro. sala dos agentes Mulder e Scully.
  
  Mulder esncontrava-se perto dos arquivos, quando ouviu o barulho dos saltos de Scully. Ele olhou para a porta e cumprimentou-a sorrindo.
 - Bom dia, Scully!
 - O que tem de bom nesse dia? - Ela falou mau-humorada.
  Ele sorriu achando o comentrio engraado.
 - Estaremos entrando de frias amanh, Scully. E iremos para um lugar lindo e ensolarado, algo que ns realmente estamos precisan...
 - Mulder, cala a boca! Voc est parecendo uma gralha... Eu sei que iremos tirar umas frias, e pelo que me lembro, isso  tudo culpa SUA, se no fosse a sua ltima mancada... - Ela revirou os olhos severa.
  Ele arregalou os olhos e ficou fitando-a longamente, sua cabea deu um estalo e ele olhou disfaradamente para o calendrio.
 - "Oh.Meu.Deus!" - Ele pensou boquiaberto. - "O inferno est chegando e eu estou no ponto de impacto." - Seus olhos reviraram-se.
 - Qual  o seu problema, Mulder. - Ela perguntou em tom mordaz. - O banheiro fica na segunda porta  direita...
  Ele quis sorrir, mas achou melhor no brincar com a sorte.
 - Eu vou buscar algo para beber, voc quer? - Perguntou solcito.
 - Sim, gua... Mineral e com gs. - Quando Mulder passou por ela. - Mulder... Gelada, e no precisa ter pressa, ok?!

  Mulder saiu rpido, como se estivesse sendo perseguido pelo prprio demnio.
 - Oh, Deus! Eu mereo. Estou me sentindo como um personagem do "alm da imaginao". Frias, num inferno astral, a vou eu. - Ele falou entrando no elevador.

  Scully sentou-se suspirando. Seus hormnios estavam terrivelmente agitados.
 - Droga! S por que eu vou para um paraso afrodisaco com Mulder... Essa coisa tinha que chegar?
  Ela tentou, sem sucesso, controlar sua crescente irritao, ela odiava esse dias. Eela tinha que admitir que sentia pena de Mulder, ele era a sua vlvula de escape.
  Ela tinha esses problemas desde a adolescncia e perdeu alguns namorados por causa disso, ela foi a mdicos, e o mximo que ela conseguiu foi a eliminao das terrveis clicas que a afligiam.
  O problema, era que esses mesmos remdios, faziam sua TPM se elevar a nveis quase insuportveis, ela gostaria de saber como Mulder a aguentava, mas, alm disso ela ainda tinha que conviver com o aumento da sua libido.
  Nossa! Como era difcil controlar suas mos e seu corpo perto de Mulder, quando ela estava no CIO (sigla engraadinha para cio).Ela percebia apuradamente as coisas ao seu redor, principalmente a proximidade, o cheiro e os toques de Mulder. Se ele soubesse a arma que ele tinha nas mos, ele no sofreria metade do que sofre.
  Ela tinha plena convico de que nesses dias, ela virava uma verdadeira vaca com Mulder, mas no conseguia controlar-se. Sua nica felicidade, era saber que ele tinha pleno conhecimento de seu ciclo, isso as vezes a chateava... Como ser que ele havia aprendido a perceber essas coisas? Ela sentiu raiva formigando em seu ser. Ela sabia que ele havia tido uma vida antes de conhec-la... Phoebe, Diana... E talves, outras que ele no queria mencionar. Mas apesar disso, ela achava muita gentileza da parte dele, no comentar sobre o assunto.
  Ela deu um sorriso pequeno, ao lembrar-se dele olhando discretamente para o calendrio.
  Seus pensamentos foram para o dia seguinte, quando ambos viajariam juntos para a ensolarada Califrnia. A idia havia sido dele:
 - "Nada como uma viagem divertida, para melhorar os nimos..." - Disse com pouca convico.
  Isso foi aps o Bureau quase obrig-los a folgarem por duas semanas.
  Mulder tinha se recuperado da estranha cirurgia cerebral, e Scully, da sua malfadada viagem para a frica. Depois de recuperado, Mulder queria invadir uma estalao militar e Skinner, para no afast-los por tempo indeterminado, deu-lhes em questo de urgncia, alguns dias de folga.
  Ela parou e ficou pensando em Diana, nunca havia gostado ou confiado na mulher, para dizer a verdade, Scully a odiava, mas isso no a deixou alegre, ou triste ao saber de sua morte... S a deixou mais aliviada, a mulher era a personificao do mal, por causa dela, sua relao com Mulder quase havia voltado para o ponto de partida...Era como se ele guardasse algum segredo, que ela no poderia saber. E isso a deixava muuito triste.
  Mulder guardava segredos, e ela achava que era a percepo de disso, que o fez querer sair de frias com ela. Essa seria uma forma de se desculpar, de trazer as coisas de volta ao que eram antes. Ao menos era o que ela achava.
  Scully balanou a cabea, para afastar os pensamentos e sentiu-se um pouco quente.
  - "Merda, Mulder! Cad voc e a minha maldita gua... Preciso tomar meu remdio, antes que eu enlouquea..." - pensou irritada, andando de um lado para o outro. - "Oh, grande! Como sou inteligente! Eu "pedi" para ele no se apressar..." - Ela pensou, fazendo um gesto amplo com as mos. 

  2 Andar, lanchonete do Bureau...
 - Toni, ei Toni?! - Mulder chamou sem flego.
 - O que  que voc quer, agente Mulder?
 - Um suco de maracuj concentrado e uma garrafa de gua gaseificada e bem gelada, por favor!
 -  para j!... Aqui est, espero que esteja tudo como pedido... Como vai a agente Scully? A ruiva mais gentil e linda do Bureau...
  Mulder olhou para o velho sextagenrio e sorriu.
 - Bem, Toni... Muito bem! - Mulder j estava saindo, quando o velho perguntou.
 - Eu soube de suas frias... Vo ficar muito tempo fora?
 - Apenas duas semanas... O bureau, nos exigiu a retirada de nossas frias atrasadas, mas no ficaremos fora por muito tempo... Por isso no se preocupe, sua neta ficara muito bem, tudo bem?
 - Voc cismou com essa estria de neta, agente Mulder... Eu j te disse que se voc se demorar demais, eu vou me casar com ela... No pense que a idade ir me impedir... - Ele disse sorrindo.
 - No  bem com idade que voc deveria se preocupar... - Disse Mulder num sussurro.
 - O qu?
 - Nada, Toni... Nada. Eu s estava pensando alto. - Ele disse voltando para o elevador.

  No elevador, Mulder abriu a garrafa de concentrado de maracuj e  tomou um longo gole. Com certeza seu estmago reclamaria muito, depois.
 - Pronto, Scully! Gaseificada e bem gelada, como voc queria...
  Ele falou entregando-lhe a garrafa, sentando-se e terminado o seu prprio suco.
  Scully pegou um pequeno comprimido de sua bolsa, colocando-o na lngua, tomando um grande gole d'gua.
 - Voc pretende levar esses arquivos para a Califrnia? Conosco?
 - Todos no... Apenas um ou dois para serem analis...
 - Nem pensar, Mulder! Voc me prometeu frias divertidas e  isso que eu quero... Voc no vai levar arquivo algum com voc. Nem que eu tenha que passar as 24 hrs do dia  com voc. - Ela falou exaltada.
  Mulder ficou aterrorizada, se no fosse pela semana infernal, ele apreciaria a sugestiva inteno de Scully, mas,esse no era o caso.
 - Sem problemas, Scully. Eu consego ficar afastado desses arquivos por duas semanas... Claro que consigo! - Suspirou receoso.
 - Que bom, Mulder! Voc pretende passar a que horas no meu apartamento?
  Mulder fitou-a sem entender.
 - Mulder, no me diga que voc esqueceu? Isso  bem tpico de voc...
  Ele respirou fundo. Realmente, hoje no o seu dia.
 - Saindo daqui s 17:00hs, s 18:00hs, est bom para voc?
  Scully suspirou raivosa.
 - Voc no  obrigado a ir comigo, Mulder. Eu sei que voc no  muito f de Robert Redfort... - Falou fuzilando-o com o olhar. - J vi que ir comigo no 1 dia do festival de filmes dele,  to marcante, que voc se esqueceu...
 - Eu no esqueci, Scully. S achei que voc estivesse se referindo a nossa partida amanh...
 - Sei, Mulder! Sei, muito bem o que voc estava pensando...  melhor voltarmos para o trabalho... - Ela falou voltando-se para o relatrio de campo de sua ltima misso.
 Mulder seguiu-lhe o conselho e comeou a separar alguns casos que os dois iriam investigar na volta, depois ele voltou-se para os seus e-mails e separou aqueles referentes a casos, os pessoais e os que iriam para a lixeira sem ao menos serem aberto.
  Ele ouviu o seu estmago roncar. Olhou para o relgio e viu que j estava bastante tarde.
 - Scully, eu estou faminto. Que tal comermos alguma coisa, eu pago. - Ele falou suavemente.
  Scully espreguiou-se, olhando-o por cima do computador.
 - Essa foi a sua 1 boa idia do dia, Mulder. Para onde vamos?
  Mulder ajudou-a a colocar o casaco, depois colocou o dele.
 - Toni est com saudades suas... Voc ficaria chateada se fossemos para a lanchonete do Bureau, assim ele poderia v-la antes de nossas frias, que tal?
  Scully suspirou, ele sempre a levava para bons restaurantes, mas ela gostava muito de Toni, e eles ficariam longe do Bureau, durante duas semanas.
 - Acho que seria muito legal, Mulder. Eu gosto muito do Toni, talves ele consiga me animar um pouco...
  Mulder sentiu a alfinetada... Deus! Essas frias seriam... um inferno!
 - Se voc quiser pode ir sozinha, eu acho que perdi minha fome... Te vejo daqui a pouco...
  Ele falou indo para o banheiro. Precisava ficar sozinho, seno ele no aguentaria a noite.
  Ele abriu a torneira e lavou o rosto, suspirando. Ao levantar a cabea e olhar no espelho, quase teve uma sncope.
 - O que voc est fazendo aqui, Scully? Esse  o banheiro dos homens, voc poderia me deixar sozinho, por favor? - Ele disse cansado.
 - Eu no quero sair, Mulder. Eu sei que eu estou um pouco... irritadia, mas eu no posso controlar... Voc, sabe porque eu estou assim... - Ela falou olhando-o sria.
  Ele ficou boquiaberto, fitando-a sem dizer palavra.
 - Eu estou esperando voc l fora... No quero que nos vejam aqui, estou cansada desses boatos infundados. Eu sei que Toni vai gostar de ver ns dois, Mulder. Me d uma chance de tentar controlar meu humor, e s isso que eu preciso, e te peo...
  Ela saiu, e ele ficou se mirando espantado. Ele achou melhor respirar fundo e aguentar o que viria pelo resto da semana.
  Scully estava na porta do elevador esperando-o.
 - Estou morrendo de fome, espero que o Toni tenha feito aquela salada divina...
 - Gostando de voc, como ele gosta... Ele buscaria os ingredientes at no japo.
  Scully tentou sorrir, apesar do mau humor. Isso foi o suficiente para Mulder.

  Scully comeu quase que em completo silncio. Toni parecia no perceber, falou pelos cotovelos, fazendo Mulder dar boas gargalhadas.
 - Sim, agentes. Eu poderia trabalhar muito bem como agente disfarado... E eu...
  O homem falou durante todo o almoo. E at Mulder comeou a perder a vontade de rir.
 - Obrigado pelo excelente almoo, Toni. Ns ainda temos alguns trabalhos para fazermos antes das frias. Nos veremos depois...
 - Sim,  claro! bon voyage, madame. Divirta-se! E voc tambm agente Mulder... - Ele falou sorrindo.
  Os dois despediram-se e entraram no elevador.
 - Deus! Hoje o Toni estava particularmente irritante...
 - Eu tenho que concordar com voc... Eu estou com dor de cabea. Voc tem algum remdio a? - Mulder falou deslizando os dedos na testa doda.
  Scully abriu a bolsa e retirou de l um frasco com alguns comprimidos.
 - Toma! Daqui a pouco voc vai se sentir bem melhor...
  Mulder agradeceu, indo sentar-se na cadeira, cabea baixa e olhos fechados.
 - Acho que eu vou embora. Preciso resolver alguns assuntos sobre a viagem, antes de ir te buscar mais tarde, tudo bem? - Ele falou srio.
 - Tudo bem! Mas se voc no melhorar, me lique que eu vou te fazer companhia... Sua sade  mais importante que um festival.
 - Eu estou bem, Scully. S preciso resolver alguns assuntos da viagem, preciso ligar para o meu amigo, fazer algumas reservas, comprar alguns mantimentos. Nos veremos, mais tarde, ok? 
 - Claro, sem problemas! Nos vemos s 18:30hs...
  Ela falou vendo-o dar um sorriso pequeno.

  Mulder arrependeu-se de no usar a dor de cabea como desculpa para fugir do compromisso feito, mas ele no teria coragem de fazer tal coisa. Suspirando ele dirigiu-se para uma pequena farmcia e comprou um pequeno estoque de remdios, calmantes e ... Ele passou os olhos pelas camisinhas... Loucura! A nica mulher que com o qual ele pensava ter algo mais profundo, alm de desconhecer essa sua vontade, seria o seu pior pesadelo, e ele tinha certeza que no acharia ningum to deslumbrante, quanto Scully, mesmo na TPM... Ele deveria ter feito algo de muito ruim na sua outra vida, que ele tinha certeza que havia sido com Scully, e que agora ele estava pagando...
  Ainda sentindo as punhaladas na cabea, ele se dirigiu para o carro, indo para sua casa.

  Scully ficou sentada por vrios minuto, at se aborrecer e sair. Ela tambm iria mais cedo para casa, tomaria um demorado banho na banheira, vestiria seu melhor tailler e iria ver o homem dos seus sonhos de adolescncia... Ao lado do homem de seus sonhos presente. A pensar nisso ela sentiu seu corpo queimando.
  Suas frias comeariam no dia seguinte, e ela teria o prazer de acordar todos os dias com Mulder, v-lo usando uma discreta Sunga preta... Deus! Mesmo no querendo admitir, seria o CU!!!





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 E api o que acharam? Ser que tudo vai melhorar para Mulder, ou ele realmente ter umas frias medonhas? Esperem para ver.
 FEEDS para: marushyamulder@yahoo.com.br 
   

  Srie: Arquivo-x.

  Ttulo: O inferno astral de Mulder II.

  Categoria: MSR, humor, terror, tenso...

  Censura: Livre (eu acho).

  Resumo: Scully est naqueles dias. Mulder alm de sofrer com a TPM de Scully, ainda sofre com uma dor infernal de cabea. Scully est se preparando para o seu to sonhado festival de filmes, e Mulder est entre o desepero e a insanidade.

  Disclaimer: Direitos reservados a CC e a Fox, no estou visando lucro. Infelismente, fora os adicionais, os principais no me pertencem.

  Feeds: marushyamulder@yahoo.com.br



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 Scully ficou sentada por vrios minutos, at se aborrecer e sair. Ela tambm iria mais cedo para casa, tomaria um demorado banho na banheira, vestiria seu melhor tailler e iria ver o homem dos seus sonhos de adolescncia... Ao lado do homem de seus sonhos presente. Ao pensar nisso ela sentiu seu corpo queimando.
 Suas frias comeariam no dia seguinte, e ela teria o prazer de acordar todos os dias com Mulder, v-lo usando uma discreta Sunga preta... Deus! Mesmo no querendo admitir, seria o CU!!!
 Ela suspirou feliz, sentindo um pouco melhor, mas uma ligeira dor em sua barriga trouxe-lhe de volta o mal humor.
 - Inferno! - Ela disse.

 Do outro lado da cidade, Mulder tomava um coquetel de remdios, que se Scully visse teria um colapso.
 - Eu odeio remdios, droga! Se essa bendita dor no passar, vo ser a trs horas mais infernais que eu passei na minha vida... Scully, na TPM... Filmes de Robert Redford, eu mereo! - Ele olhou para o cu, pela janela de seu apartamento. - Ei!? Se eu acreditasse piamente em voc, eu diria que estou pagando meus pecados e talvez com isso, voc me desse uma vaga nesse seu paraso... Uma semana... Eu ainda tenho uma semana... 
 Mulder levantou-se, jogando suas roupas pelo caminho, enquanto se despia para tomar um longo e relaxante banho, talvez isso o ajudasse, Talvez... 

 As cinco e quarenta, Mulder batia na porta de Scully.
 - Melhor chegar cedo do que tarde... - Ele pensou aps olhar para o relgio.
 Voltou a bater, s que mais insistente.
 Ele ouviu um resmungo alto e quase se amaldioou. Ele no estava nos seus melhores dias, com certeza, no estava.
 A porta foi aberta por uma Scully envolta num molhado roupo.
 - Mulder?! Sabe que horas so?
 Ele deu um risinho nervoso e repetiu a frase que havia dito para si mesmo.
 - Antes chegar cedo do que tarde, no ?
 - Como se voc estivesse louco para ver os filmes do Robert... Entre e espere... Ainda vou demorar no banho. - Ela disse mal humorada.
 Mulder deu graas ao coquetel de remdios, ele se sentia to relaxado que isso at que havia sido bom. Ele deu um sorriso bobo, ao se lembrar dos contornos da parceira acentuados pelo roupo e os ps? to pequenos, to graciosos... De repente ele se sentiu leve como uma pluma, sentou-se no sof e ficou meio dormindo, meio acordado.
 De onde ele estava era possvel ver a porta do banheiro meio encostada, sua parceira estava ficando descuidada. Ele viu quando algo passou pela brecha onde ele olhava. era o brao de Scully, estava tentando ligar algo. no resistindo ele falou.
 - Quer ajuda, Scully?
 Na mesma hora ele viu o rosto dela totalmente branco aparecer no vo.
 - Mulder? Pervertido de uma figa... Quando eu sair daqui voc vai ver...
 - Eu nem vi nada, Scully! Eu queria saber se voc queria ajuda para esfregar as costas... - Ele falou malicioso, sentindo-se muito solto. - Voc precisa?
 No banheiro, Scully sentia sua pele ficando vermelha, ao se olhar no espelho viu que a vermelhido descia sobre o seu colo.
 - Se eu pudesse eu o matava... - Ela resmungou aborrecida. - Como  que ele consegue fazer piadas num momenmto desse?
 Ela suspirou fundo e alto tentando manter a pacincia.
 Ela secou os cabelos, ajeitando-os num coque frouxo. Colocou uma bonita lingerie, averiguou se estava tudo certinho e s depois de se vistoriar, foi que ela colocou a cala preta e a blusa caramelo que ela havia separado para a ocasio. O sapato estava no quarto, por isso ela teria que coloc-los quando saisse do banheiro.
 Ao abrir a porta deu de cara com Mulder.
 - Uau! Voc est muito bonita! Esse cara merece tudo isso?
 - Mulder, ns estamos indo a um dos cinemas mais bonitos e antigos de DC, eu no queria ir da maneira como eu sempre vou para o Bureau...
 - Por que no? Voc tambm fica linda quando usa os seus terninhos... - Ele falou olhando fixamente para ela.
 Ela se sentiu como se fosse uma presa prestes a ser pega por seu maior predador.
 Deus! Ele era to alto!
 - Mulder, voc est bem? - Ela perguntou empurrando-o, enquanto passava por ele.
 - Sabe eu tomei alguns comprimidos para dor, ento...
 - Que tipos de comprimidos? - Ela falou enquanto colocava o sapato.
 - No sei bem... mas, uma coisa eu posso afirmar. A dor sumiu completamente.
 - Mulder, voc no pode se auto medicar, isso  perigoso.
 - Ah, vamos, doutora Scully! Eu queria muito sair com voc hoje, no vejo nada de anormal em ter tomado alguns comprimidinhos...
 Scully balanou a cabea. Esperava que ele estivesse correto.
 A noite comeou de forma estranha, Mulder parecia no ligar para as exploses mal humoradas dela, o lugar que eles estavam era horrvel, a roupa estava demais para a ocasio, haviam poucas pessoas, como ningum ia a uma sesso de filmes de Robert Redford? Ela ficava perguntando. E ainda tinha o agravante dos braos dele em constante frico com o dela, esbarrando quase em seus seios, graas a Deus que estava escuro.
 Mulder estava reagindo de maneira engraada, ele abria os olhos focalizando-os nela diretamente como se tentasse ler seus pensamentos mais ntimos e dizia achar tudo um absurdo, sempre balanando a cabea ao concordar e sorrindo de forma meio idiota.
 Scully j estava ficando farta daquilo, parecia que Mulder estava zombando dela ou querendo castig-la com sua proximidade, e Deus! Que perfume era aquele? Como um homem podia cheirar to bem?
 num certo momento ela se levantou angustiada e declarou.
 - Pra mim j chega... T indo para casa, Mulder.
 Ele se levantou meio cambaleante.
 - Eu vou com voc...
 - Mulder voc est me irritando demais, eu no quero que voc venha comigo! - Ela falou olhando-o sria.
 - Meu carro est em frente ao seu apartamento, Scully... - Ele disse com os olhos pequenos, enquanto a seguia.
 Scully bufou. mas permitiu que ele a acompanhasse.
 Ele ficou estranho durante todo o percurso, comeando a falar bobagens sem parar.
 - Ele at que  um cara bem apessoado...
 - Mulder?
 - Robert Redford... Talvez, se eu fosse como ele voc me veria de forma diferente... - Ele falou olhando-a sem foco. - Voc gostaria?
 - Mulder... Por favor! Voc parece que bebeu...
 Scully estacionou em frente a casa dela e puxou-o pelo brao, forando a segui-la.
 - Eu pensei que voc no quisesse minha companhia, Scully. - Ele falou se aproximando dela de forma perigosa. - Eu j disse que gosto do seu cheiro... - Ele falou com voz meio lnguida. - E voc est to bonita, se ele pudesse te ver... ficaria perdidamente apaixonado...
 - Robert Redford, certo?... - Ele meneou a cabea. - Acabei de descobrir que no gosto mais dele como gostava... Satisfeito?
 - No! Por que estaria? Fui eu... Desculpe-me, Scully... Eu...
 Ele no terminou a frase, sua cabea tombou para frente e Scully acompanhou uma cena dantesca.
 Mulder se ajoelhou do lado do carro e vomitou. Scully se controlou ao mximo para no gritar com ele.
 - O que voc tomou? Oh! Mulder, que diabos...
 Ela falou tocando a testa dele, quando ele parou o fluxo, mas continuou meio agachado.
 - Isso acontece quando voc se auto medica, satisfeito? Venha! Eu fazer um ch, voc vai tomar um refrescante banho e deitar um pouco... Voc deveria ter me chamado... Oh, meu Deus! - Scully falava com ele, como se estivesse falando com uma criana.
 Ela o ajudou a ficar de p, e levou-o para seu apartamento.
 Mulder havia perdido toda a alegria e lentido das ltimas horas, sua cara era uma mscara de dor e tristeza.
 - Desculpe-me, Scully... Eu no queria estragar a sua noite...
 - J estragou... Mas, resolveremos isso na ensolarada Califrnia... Vamos! Banheiro, depois um gostoso e quentinho ch... Acho que ns dois estamos precisando disso... - Ela parou na porta do banheiro, pegou uma toalha e um roupo no armrio e entregou a ele. - Espero que essa seja a ltima vez que voc tenha se medicado sozinho... Tente imaginar se eu te deixo sair no seu carro e voc passa mal no caminho para sua casa? Foi muita irresponsabilidade sua...
 - Mas, Scully...
 - Sem mas... Voc correu um risco desnecessrio, eu ficaria chateada por voc no ir, mas pelo menos eu saberia que havia um motivo real... No precisa me tratar como uma neurtica, Mulder... Isso  s TPM, voc j deveria estar acostumado... E no faa essa cara, eu sei que voc vigia meus ciclos, com mais afinco do que eu mesma... E assumo que  tudo culpa minha, eu viro uma verdadeira idiota, egosta, mas... Eu no posso fazer nada,  hormonal... - Ela ficou vermelha. - V tomar banho! Estarei na cozinha...
 Ela fechou a porta, foi para a cozinha e comeou a fazer o ch. No fundo ela sentia uma alegria estranha, ao perceber que Mulder fez essa loucura para poder acompanh-la numa coisa que ela gostava, mas, a parte doentia do seu crebro alertou-a que ela j havia abdicado de vrias coisas por ele, no custava ele fazer o mesmo... Ela sentiu a irritao crescendo novamente.
 Ela terminou o ch, foi para o quarto, retirou suas roupas, jogou o sapato fora, soltou o cabelo, pegou a camisa mais larga que tinha e a colocou. No se sentia bem, queria estar sozinha para poder se jogar na cama e chorar... chorar muito, como ela odiava ficar to instvel.
 Ela ouviu um barulho estranho no banheiro, levantou-se e foi ver o que era.
 - Mulder?... Mulder, voc est bem?...
 Nada.
 Ela bateu com fora. Nada.
 - Mulder estou entrando... - Ela falou agradecendo por no ter trancado a porta.
 O que ela viu partiu-lhe o corao. Mulder estava sentado na banheira, totalmente curvado, a gua batendo-lhe no alto da cabea... Sua mo tentando inutilmente fechar o chuveiro. A cada tentativa fracassada ele batia a cabea, num gesto de exasperao.
 - Est tentando botar juizo nessa cabecinha? - ela disse tentando fazer graa. 
 Ele olhou para ela com dificuldade, seus olhos pequenos e vermelhos. Scully sentou-se perto da banheira, fechou a gua e alisou carinhosamente a cabea dele.
 - Venha, eu te ajudo!
 Ele arregalou os olhos para ela.
 - Se eu fechar os olhos, voc para de me olhar como se eu fosse uma pervertida? J te vi nu antes, No se lembra, Mulder?
 Ele olhou-a confuso.
 - Esquea! Vem, eu te dou a toalha, depois o roupo... A, ns nos sentaremos no sof, certo?
 Ele concordou balanando a cabea, mas fechando os olhos ao fazer isso.
 Ela lhe deu a toalha, ele se enxugou e colocou o roupo. Enquanto Scully ficava de costas para ele.
 - Terminou, bela donzela? - Ela falou sarcstica.
 Ele acenou mais sutil, ainda sem falar nada.
 Scully pensava em como Mulder conseguia mudar o seu mundo, suas perspectivas, seus gostos... Ele era nico, nico.
 - O que voc disse? - Ele perguntou numa voz pequena e rouca, enquanto ela percebia que havia falado a ltima frase alto.
 - Voc. Voc  nico, Mulder! E isso me deixa muito feliz...
 Ele olhou-a confuso.
 - Com sua complexidade... Se houvessem outros iguais...
 Ele sorriu agradecido, isso deveria estar sendo muito ruim para ela, mas, mesmo assim ela ainda queria ver o lado dele, essa era a sua Scully.
 - Eu no perteno a ningum, Mulder...
 Ele olhou para baixo.
 - Estamos meio descuidados com nossos pensamentos, no ? - Ele disse fraco.
 - Venha! Voc precisa descanar um pouco... - Ela deixou-o no sof e foi para a cozinha, trazendo duas canecas de ch. - Est bem quentinho... tenho certeza que te far bem.
 Ele estava com os olhos fechados, enquanto bebia a fumegante bebida.
 - Minha dor de cabea voltou... E parece que est pior...
 - Acho melhor voc ficar quieto... No quero me aborrecer de novo e nem ficar gastando saliva falando sobre a sua imprudncia. Vou arrumar a cama para ns dormirmos, amanh cedo voc vai em casa pegar suas coisas e ns passaremos timas frias na Califrnia...
 - Arrumar a cama? - Ele falou confuso.
 - Do jeito que voc est, seria maldade deix-lo dormir no sof, e como eu estou cansada... o sof no  alternativa.
 - Obrigado!... Por confiar em mim... - Ele falou tmido.
 - Voc sabe muito bem, que com meu presente humor, eu chutaria a sua bunda se voc tentasse algo, Mulder. S me de uns minutinhos, preciso trocar os lenis.
 Mulder sentiu as poucas foras que ele tinha saindo de seu corpo. hoje ele havia tido sorte, mas com certeza, amanh ele pagaria por sua idiotice. Ele duvidava que Scully fosse ser misericordiosa.
 No quarto, Scully suspirava exasperada... O que ela estava fazendo afinal? Ele sempre a deixava excitada, quando ela ficava nesses dias, e nos outros tambm, mas os hormnios...
 - Deus! Dai-me foras... Eu devo realmente ter enlouquecido... Permitir que ele fique aqui... 
 Ela sentou-se na cama, deixando sair toda a sua exasperao num longo suspiro. Sua pele ficando arrepiada em antecipao.
 - Prontos ou no... L vamos ns!





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 nota: Mulder acidentalmente conseguiu se livrar do humor terrvel de Scully, a preocupao dela para com ele, suprimiu sua irritao.
 Mas, ser que a sorte de Mulder continuar?

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  Srie: Arquivo-x.

  Ttulo: O inferno astral de Mulder III - Interldio.

  Categoria: MSR, humor, terror, tenso...

  Censura: Livre (eu acho).

  Resumo:  O dia seguinte... Scully acorda totalmente envolta em Mulder... O que ser que vai acontecer? A TPM dela est mais controlada? Mulder ter paz? Difcil, heim?!

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No quarto, Scully suspirava exasperada... O que ela estava fazendo afinal? Ele sempre a deixava excitada, quando ela ficava nesses dias, e nos outros tambm, mas os hormnios...
 - Deus! Dai-me foras... Eu devo realmente ter enlouquecido... Permitir que ele fique aqui... 
 Ela sentou-se na cama, deixando sair toda a sua exasperao num longo suspiro. Sua pele ficando arrepiada em antecipao.
 - Prontos ou no... L vamos ns!
 Mulder estava com a cabea tombada na beirada do sof, usando somente a sua cala. Qualquer movimento que ele fazia, deixava-o tonto e com fisgadas de dor.
 Scully entrou na sala e ficou olhando-o, sentindo coisas totalmente contrrias. Um lado estava condodo por ele estar assim, o outro bufante de uma raiva incomensurvel.
 Ainda divida por essas duas fortes sensaes, ela bateu de leve no ombro dele, que levantou a cabea, mantendo os olhos semi fechados.
 - Deus! Eu preciso tomar alguma coisa, Scully! Est doendo demais...
 - Voc no pode nem pensar em tomar um remdio, Mulder. Quer que tudo piore?
 Ele no conseguiu responder.
 - Venha! Eu vou fazer uma massagem na sua tmpora, quem sabe m,elhora um pouco?...
 Ele se levantou, mas quase caiu sentado de novo, de to forte que foi a vertigem que o acometeu. Scully ficou do seu lado, apoiando-o.
 Quando chegaram no quarto, ela o ajudou a deitar de forma confortvel, enquanto apagava a luz. O quarto ficou envolto na escurido... Somente seus vultos eram sentidos.
 Scully ouviu o ofegar de dor que Mulder liberou, ao mover-se na cama.
 - Mulder... Fique quieto! 
 Ele obedeceu. ficando parado, enquanto Scully procurava-lhe o rosto no escuro. Ela localizou sua testa e ento ele sentiu-a colocando algo nas palmas. Segundos depois ele sentiu o agradvel odor de cnfora, acompanhado da deliciosa frescura que invadiu sua testa...
 - "Deus! Isso  muito bom..." - Ele pensou soltando um suspiro de prazer.
 Scully movimentou suavemente seus dedos sobre a testa, as tmporas e depois de esfregar as palmas, passou por sobre o rosto dele, sem toc-lo,  claro!
 Alguns instantes depois ela ouviu uma espcie de ronronar suave e percebeu que ele havia dormido, sob os carinhos dela. Mas, ela no parou... Precisava gastar alguma energia, ento continuou massageando-lhe a testa, depois desceu um pouco e tocou-lhe os ombros, sentindo os msculos dele relaxarem.
 Scully engoliu em seco, quando ao inves de parar, ela continuou sua viagem. As mos tocando o trax
dele e depois espalmando sobre a superfcie quase lisa de seu peito... Era como num sonho, Mulder sob seus caprichos, sem poder fazer nada, s aceitar o que ela lhe daria.
 Scully sorriu de lado. Se ele acordasse agora ela seria pega no flagrante, num momento de perfeita luxria.
 Ele continuava a ronronar, ento Scully presumia que ele estivesse to cansado, por causa da dor, que no sentiria se ela abusasse dele s um pouquinho, bem pouquinho...
 Ela continuou massageando-o, aproveitando para senti-lo at se fartar. Com Mulder acordado ela no teria nem chance, nem cara para fazer isso bom para ela tambm. Outro sorriso apareceu no rosto dela, s que esse era um pouco mal e malicioso.
 As mos dela desceram at o abdmen e l fizeram um pequeno caminho at o umbigo, circulando-o devagar. Mulder suspirou prazeiroso, ento ela guardou isso na memria, ele gostava de ser tocado no umbigo... Quem sabe isso no seria til mais tarde.
 Ela no conseguiu se impedir de bocejar alto, ento resolveu acabar com a brincadeira e dormir um pouco. O dia havia sido longo e cansativo... Muito cansativo.
 Ela abraou o travesseiro e se cobriu com o lenl que separou para si, para no ter que dividir um com Mulder. Ento lembrando-se do parceiro, ela pegou o outro lenl e cobriu-o tambm. As vezes sua preocupao com ele a incomodava muito...
 Ele era prioridade na vida dela desde que eles se conheceram e comearam a partilhar suas vidas. Ela agradeceu por estar to cansada, pois do contrrio, no conseguiria dormir, no quando Mulder estava a menos de um palmo longe dela... Foi com os pensamentos voltados para a proximidade de Mulder, que Scully adormeceu.


    Apartamento de Dana Scully, dia seguinte, 7:00hs da manh.

 Scully acordou sentindo algo muito quente sobre a face, ela suspirou sentindo o cheiro de seu sabonete, mas numa combinao de cheiros diferente. Ela se forou a abrir os olhos, mas o que ela viu a deixou muda de surpresa.
 Sua cabea estava apoiada no brao de Mulder e seu rosto virado para o largo peitoral. Olhando para baixo ela viu a confuso de braos e pernas, e nossa! Se ela no tivesse a pele to clara, seria difcil distinguir, quem era quem.
 Ela tentou se desvencilhar, mas no conseguiu.
 - Deus! Como isso foi acontecer? - Ela se perguntou surpresa.
 Tentou novamente se mexer, mas uma de suas pernas estava entre as de Mulder, o que estava dificultando as coisas.
 Ela suspirou exasperada.
 - Mulder! Mulder acorde! Eu preciso me levantar. - Ela comeou a sacud-lo. - Mulder! Acorde!
 Ela comeou a empurr-lo com vigor, mas ao inves dele se afastar, ele virou-se prendendo-a entre os fortes braos e pernas. 
 Scully sentiu-se muito menor do que era, quando o sentiu envolv-la quase que completamente.
 - Oh, Deus! Como eu deixo isso acontecer comigo? - Ela reclamou.
 Mulder acabou resolvendo o problema, muito inquieto ele voltou a mexer, liberando-a do abrao de urso, soltando-a completamente e virando-se de lado.
 Scully sentiu como se tirassem algo muito bom de perto dela... Ela suspirou chateada, essas mudanas de humor estavam ficando ridculas.
 Ela se levantou antes que Mulder voltasse a se mexer e  prendesse novamente na cama. Olhou-o dormindo em toda a sua glria. Isso iria durar pouco, a viagem dele estava marcada para daqui a poucas horas, e ele ainda teria que passar no apartamento dele, trocar de roupa, pegar as malas, chaves, passagens...
 Ela entrou no banheiro, fechando a porta, ela tirou a enorme camisa que usava e abriu o chuveiro ajustando a temperatura.
 Daria para Mulder mais alguns minutos de paz, e ento o expulsaria da cama e o mandaria para casa para poder se trocar e os dois partirem para a Califrnia.
 O pensamento das praias, do sol e tardes de frescor a deixaram um pouco animada.
 Ela saiu do banho com o humor renovado, s no conseguiria dizer at quando.
 Ela entrou no quarto e aproximou-se para chamar Mulder.
 Ele moveu-se um pouco e abriu os olhos, antes que Scully pudesse toc-lo.
 - Que horas so? - Perguntou com voz rouca de sono.
 - Sete e meia. Voc tem que se levantar... Suas coisas esto na sua casa. - Ela falou baixo.
 Ele abriu os olhos focalizando-os nela, mas quando ele abriu a boca para falar algo.
 -  melhor voc se levantar e ir para sua casa, Mulder. Agora!
 Ele achou melhor no discutir. levantou-se, entrou no banheiro, fez a higiene matinal, pegou sua camisa, vestiu-a deu-lhe um sorriso agradecido e foi para a porta.
 - Te pego em trs horas, ok?
 Scully acenou com a cabea.
 Ele saiu em silncio.
 Scully suspirou, ao menos o controle ela havia conseguido recuperar.
 Do lado de fora, Mulder erqueu os olhos para o dia nublado de DC, em algumas horas ele e Scully estariam indo para um dos lugares mais paradisacos do mundo. 
 Que Deus o ajudasse, na sua viagem e que Scully to tivessem nenhuma crise sbita.
 Ainda olhando para o alto ele fez uma pequena prece, para que essa viagem no terminasse de maneira trgica.
 Ele balanou a cabea e saiu, indo em direo ao carro.





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  Ttulo: O inferno astral de Mulder IV

  Categoria: MSR, humor, terror, tenso...

  Censura: Livre (eu acho).

  Resumo:  Tudo pronto para a viagem de Mulder e Scully para a Califrnia... Ser que Scully conseguir manter seu auto-controle, e Mulder conseguir sair imune ao segundo dia D? Levante as mos e reze Mulder, s faltam trs dias... Nesse caso ser sensato dizer... S trs?
 
  Disclaimer: Direitos reservados a CC e a Fox, no estou visando lucro. Infelizmente, fora os adicionais, os principais no me pertencem.

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 Ainda olhando para o alto ele fez uma pequena prece, para que essa viagem no terminasse de maneira trgica.
 Ele balanou a cabea e saiu, indo em direo ao carro. Ele suspirou um pouco, sentindo a lngua spera e a garganta seca.
 "Deus! Se tu podes realmente nos ouvir... Me ajude a nunca mais me medicar sozinho. No por causa da Scully, mas por causa da sensao medonha ao acordar como se tivesse uma sola de sapatos na boca." - Ele riu ante a ltima frase.
 Ao menos uma coisa ele tinha que agradecer... Sua cabea no doia mais.
 Outro suspiro o fez se lembrar de como Scully estava fria e controlada naquela manh... Ser que ela ficaria desse jeito durante os prximos quatro dias? Ele gemeu em terror... No sabia o que era pior, Scully com fome assassina, ou, Scully... fria como gelo...


  Apartamento de Scully.
 
 Mulder j havia saido h quase quinze minutos e Scully ainda estava sentada numa cadeira olhando para a porta... Seu corpo ainda carregado das sensaes, do corpo de Mulder, imprensado contra o dela.
 "Se isso continuar desse jeito... No sei se consigo aquentar essa proximidade toda..."
 Ela ficou observando as duas malas e a frasqueira, prontas sobre o sof, sua roupa de viagem em cima da cama... s esperando o momento para ser colocada.
 "Sol, espero que ao menos isso me deixe mais calma... Com certeza, no deixar. Mulder, uma sunga, muitas mulheres em volta. Oh, Deus! Dai-me foras..." - Ela se levantou pegou seu roupo e foi o banheiro, colocou a banheira para encher. - "Um bom banho de espumas vai me acalmar..."
 Ela jogou bastante sais, deixou enchendo e foi colocar uma musiquinha, isso ia ser timo! Ela olhou no seu porta CDs e viu que agradou muito... Secret Garden, uma boa msica instrumental a deixaria mais tranquila, principalmente vilolinos... Ela adorava violinos. Sua ascedncia irlandesa vindo a tona ao ouvir os primeiro acordes de "Noturno"... Isso era magia pura!
 Ela voltou ao banheiro, fechou as torneiras, sentiu a temperatura.
 Suspirando feliz, ela deixou o corpo mergulhar na tepidez morna da gua.
 "HUmmmm! Isso  muito bom!" - Ela falou ao terminar de mergulhar o corpo.
 Na sala, a msica que agora cobria o ambiente, era mais alegre, com sons de msicas pags celtas, onde o violino era o centro da ateno.
 A nica palavra que Scully podia vislumbrar para o momento era... "Perfeito".
 Quase meia hora depois, quando a gua j estava ficando totalmente fria, e o Cd estava no fim, ela saiu. 
 Suas roupas foram colocadas com lea ainda num clima de relaxamento e felicidade, desconhecidos para ela nas suas atuais condies.
 Com fome, ela foi para a cozinha e preparou alguns sanduiches, sabia que Mulder, com toda certeza, no deveria ter comido nada, ento...
 Mulder, o homem conseguia mexer com ela at longe. Ainda contente, ela abriu a geladeira e comeou a fazer o lanche.

  Arredores da cidade...
 
 Mulder havia saido de casa, de barba feita, roupa limpa e cheirosa, as malas j prontas no carro, a chave com o sindico para ele alimentar o peixe, e abrir as janelas vez ou outra, mas ele estava esquecendo-se de algo. 
 Aproveitou uma rpida parada num sinal para averiguar as passagens, que estavam em sua bagagem de mo, mas estava tudo certo.
 A impresso de que esquecera de algo permaneceu at que ele, num outro sinal, parou do lado de uma barraquinha de cachorros quentes. Ento ele sentiu seu estmago roncar como um alucinado... Comer, ele havia esquevido de comer. 
 O pior  que ele no ia se atrever a parar e forrar o estmago, por que se ele se atrasasse, poderia desencadear um turbilho de confuses, e ele estava compelido a evitar qualquer tipo de aborrecimento para Scully... Ele queria v-la feliz, s isso!
 Ainda sentindo a barriga reclamar ele apertou o acelerador e chegou em tempo record na casa de Scully. Quem sabe ele no conseguiria fazer uma boquinha antes de embarcar.
 Ele ajeitou o sobretudo e correu para o apartamento dela, tentando no ficar encharcado com a curta distncia. Washington estava um inferno, ele no via a hora de irem logo para a quente e ensolarada Califrnia.
 Bateu ligeiramente na porta e foi surpreendido pelo som de uma suave melodia, que cercava o ambiente. 
 Scully abriu a porta com um sorriso tmido e suave nos lbios. 
 Fazendo um gesto amplo com as mos, ela o convidou a entrar.
 Ele ficou feliz por v-la num humor melhor do que o da manh, Ele sorriu para ela e entrou, retirando o molhado sobretudo.
 "Est chovendo muito l fora? Eu fiquei to entrtetida fazendo um lanchinho para gente, que nem olhei do lado de fora..."
 "Est chovendo, mas, no se preocupe, logo estaremos na Califrnia, onde nos fartaremos de tanto sol."
 "Venha, vamos comer! Voc deve estar faminto, acertei?" - Ela disse com olhar inquisitivo.
 "Eu vim o caminho inteiro pensando que tinha esquecido algo... S me apercebi que era de comida, ao passar do lado de uma carrocinha de cahorro quente... Meu estmago est chiando at agora."
 Scully pegou a garrafa de ch na geladeira e colocou diante de Mulder com vrios sanduiches.
 "Wau, Scully! Isso parece delicioso!"
 " melhor aproveitarmos, antes que meu mal humor volte com carga total... Eu consegui finalmente relaxar um pouco, ento vamos aproveitar, comendo esse deliciosos sanduiches..."
 Mulder sorriu aliviado, por enquanto tudo estava correndo as mil maravilhas. A tempestade havia dado um pouco de tranquilidade.
 "Como o olho de um furaco!" - Mulder pensou temeroso.
 Se isso fosse um fato, ele estava perdido, por que depois que saisse do olho do furaco, ele teria que reencontrar a furia desperta em toda a sua glria, da tempestade, ou melhor da tormenta.
 Ele comeu os sanduiches realmente faminto. Scully sabia como deix-lo de quatro, literalmente.
 Mesmo passando por tudo isso, ele nunca pensaria em passar suas frias com mais ningum alm de Dana Scully. Um sorriso terno escapou de seus lbios, ao olh-la, ali na sua frente os olhos de um azul profundo, deixando-o totalmente sem ao.
 Os dois terminaram o lanche ainda em silncio, a msica ainda rolando.
 Eles se levantaram, pegaram suas coisas, mas antes de sair Scully voltou tirou o Cd do aparelho colocou-o de volta na capa e colocou-o em sua bagagem de mo.
 Mulder saiu na frente com as duas malas maiores.
 A paz ainda reinando.


   Aeroporto internacional de Washington...


 
 "O qu? O vo vai atrasar em uma hora por causa do mal tempo? E ns vamos ter que esperar aonde?" Isso  um absurdo... Eu quero falar com o seu supervisor... O atraso pode no ser sua culpa, mas eu no quero ter que esperar nesse saquo lotado, no quando..."
 Mulder suspirava infeliz, desde que eles sairam do apartamento de Scully ele estava de volta ao ponto nervoso do furaco.
 A Chuva molhara os cabelos to bem penteados dela, seus sapatos ficaram cobertos de lama... Havia um congestionamento gigante em direo ao aeroporto, por causa de uma rua que havia sido fechada pela chuva.
 No aeroporto, mais problemas. Eles tiveram problemas na alfndega e precisaram mostrar suas insgnias para a polcia do aeroporto, as malas quase no foram embarcadas, e pior haveria um atraso de uma hora para cada partida, pois as chuvas estavam dificultando a viso dos pilotos.
 E agora para piorar, eles no ficariam na sala vip, pois estava lotada, como todo o aeroporto.
 "Deus, O que eu fiz para merecer isso?" - Mulder se perguntou quase em prantos. Enfiando as mos no rosto, em desespero.
 Ali estava o comeo de algo que ainda o atormentaria pelos prximos trs dias.
 Onde ele estava com a cabea quando havia dito apenas trs dias... trs dias... Parecia uma eternidade.



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 Espero que vocs estejam gostando desse estria. Qualquer opinio, xingamento ou proposta de casamentos, emaiem-me, marushyamulder@yahoo.com.br.
  

 
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  Ttulo: O inferno astral de Mulder V

  Categoria: MSR, humor, terror, tenso...

  Censura: Livre (eu acho).

  Resumo:  Mulder e Scully esto prontos para entrar no avio. Mulder j est sentindo como ser sua viagem... Scully reclamando at da prpria sombra... Ser que isso  s o comeo do fim? Pobre Mulder!

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 Ali estava o comeo de algo que ainda o atormentaria pelos prximos trs dias.
 Onde ele estava com a cabea quando havia dito apenas trs dias... trs dias... Parecia uma eternidade.
 "Mulder!? Mulder... Voc ouviu o que eu disse?" -Falou irritada.
 Ele erqueu a cabea e fitou-a, como se a visse pela primeira vez.
 "Falou comigo, Scully?"
 Ela suspirou irritada.
 "Venha!"
 "Para onde?" - Ele perguntou confuso.
 "Consegui um lugar para ns... Numa salinha bem aconchegante..."
 "E como voc fez isso, Scully?"
 "Disse que estava grvida de trs meses e que ns estvamos indo ver o nosso mdico..."
 "Mas... Ela nos viu mostrar a insgnia para o agente alfandegrio..."
 "E da? S porque somos do FBI, no podemos ser casados e estarmos esperando o nosso primognito..."
 Ele riu pela primeira vez.
 "Isso foi impressionante, Scully! Impressionante!"
 "Venha! Vamos logo!" - Ela disse em tom enfadado.
 Os dois se dirigiram para uma pequena salinha, com uma poltrona e uma mesinha.
 "Paz, finalmente! Esse lugar est um inferno, parece que todo mundo resolveu ir viajar... Essa cidade est acabando comigo. Que bom que vamos ficar longe daqui." - Ela falou sentando-se na poltrona.
 Logo aps, uma simptica funcionria entrou trazendo um travesseiro e uma garrafa de gua para os dois.
 "Espero que vocs nos desculpem o transtorno... Essa chuva acabou com nosso dia, tanto quanto dos passageiros... Quando seu avio estiver para decolar, uma funcionria vir avis-los, ok?" - A jovem disse antes de se retirar.
 Mulder ficou olhando para Scully, desconfiado.
 "Scully... O que voc falou? Eu quero saber da verdade..."
 "Eu disse que estvamos investigando algumas empresas de vos que ajudavam clandestinos, que poderiam ser futuros terroristas..."
 "Scully! Voc fez isso, s para ter um pouco de conforto?"
 "No, eu fiz isso por voc... Voc ainda est convalescendo. A sua loucura de ontem ainda est na minha mente..."
 "Eu j te pedi desculpas, Scully. Eu no fiz isso por mal... Ser que voc vai esquecer isso?"
 "Eu no sei se devo. Voc pode tentar fazer de novo."
 Ele ficou quieto, s olhando-a.
 Ele havia achado que ela j tinha esquecido a besteira que ele fez na noite passada.
 Ela ficou observando-o, enquanto ele mantinha um silncio culpado.
 Nesse momento uma funcionria entrou na sala.
 "A chuva comeou a diminuir... Seu avio vai levantar vo em quinze minutos, por favor me sigam. Eu os levarei para l antes dos outros... Assim os senhores podem olhar a parte interna do avio. A compainha agradece pela sua gentileza."
 Scully sorriu e fez um gesto para Mulder segui-la.
 Ele a fitou um pouco alarmado, mas no fez objeo.
 Os dois entraram no avio e fizeram um pequeno exame de rotina. Olharam os assentos a parte interna da cozinha, os elevadores, depois sorriram para a prestativa funcionria que lhes mostrava tudo.
 "Est tudo certo, quando terminarmos de inspecionar todas as empresas tentaremos mandar um memorando para o seu pessoal jurdico... No momento isso  s uma inspeo de rotina, ns esperamos que tenha sido um alarme falso." - Scully falou com autoridade.
 "Ns iremos voar hoje com mais tranquilidade... Afinal teremos dois agentes aqui para qualquer emergncia..." -  A jovem falou fitando Mulder diretamente. - " uma pena que eu no fui escalada para esse vo..." - Ela falou antes de sair, deixando um suspiro decepcionado no ar.
 "Vagabunda!" - Scully rosnou num sussurro.
 "O que voc disse, Scully?" - Mulder falou procurando as suas poltronas.
 Scully parou de fitar a porta por onde a jovem saiu e olhou para Mulder, que parecia no ter notado a indireta.
 "Voc faz isso de propsito? Ou voc realmente no percebe?" - Ela falou com raiva.
 "Voc est falando sobre o que, Scully?" - Ele perguntou surpreso, com o tom irado na voz dela.
 "As mulheres s faltam se jogar em cima de voc...  um absurdo! Voc no percebeu que essa vag... Essa funcionria, estava descaradamente se jogando em cima de voc? Mulder eu no acredito que voc seja to cego..." - Ela disse bufando, antes de se jogar na poltrona da janela.
 "Eu percebo, Scully. No sou cego... S que nenhuma dessas mulheres me chama a ateno..." - Ela falou consternado.
 "E quem chama a sua ateno?" - Ela perguntou com olhos desconfiados.
 "Uma certa ruiva que est na TPM?" - Ele falou, antes de impedir que as palavras saissem. - "Merda! Eu... Ah, eu... no devia ter dito isso..." 
 Scully estava muda. Ela conseguia ouvir as batidas loucas de seu corao nas orelhas. Ser que ele havia saido do lugar e ela no havia percebido?
 "Isso  verdade? Ou voc s est querendo me deixar sem palavras?"
 "Acho que esse no  o melhor lugar do mundo para discutir esse tipo de coisa, Scully. Logo os passageiros vo estar..."
 "Eu te fiz uma pergunta fcil, Mulder... No enrole!" - Ela disse fitando-o.
 " verdade. Satisfeita? Desde que eu te conheci, eu no consigo olhar para mais ningum... Quem vai ser, esperta, bonita, inteligente, desafiadora, questionadora... Um mistrio em todos os sentidos? Eu no consegui encontrar ningum igual a voc, Scully... Se houvesse uma cpia sua, ela j seria minha... Satisfeita? Se voc encontrar uma ssia em todos os sentidos,  s me avisar,ok?" - Ele falou nervoso, levantando-se.
 "Aonde voc vai?" - Ela disse preocupada.
 "Banheiro." - Ele falou curto e grosso.
 Indo para o banheiro, ele pensava em como era possvel ele amar e odiar essa mulher ao mesmo tempo?
 Scully no conseguia dizer nada.
 O que foi aquilo? Um desabafo? Uma confisso?
 Ela pensou em ir atrs dele, mas os passageiros comearam a entrar no avio.
 "Essa vai ser uma viagem muiiito interessante!" - Ela pensou com um sorrisinho brincando em seu lbios.
 Quando Mulder voltou, seu rosto ainda estava mido, e ele ainda parecia bem nervoso.
 Scully colocou a mo dentro da necessaire, retirando um delicado lencinho.
 "Vire-se!" - Ela falou imperiosa.
 Ele suspirou, mas fez o que ela pediu.
 Scully Passou delicadamente o leno retirando a midade do rosto dele.
 "Me desculpe, Mulder. Eu no queria te chatear..."
 "Mas, parece que nos ltimos dois dias voc resolveu me castigar por tudo de ruim que eu te fiz, nesta e na outra encarnao."
 "Eu sinto muito! Eu realmente sinto... Voc sabe que eu no sou assim. Eu deveria ficar em recluso e s sair quando esse perodo terminasse..."
 "Eu no estou cheteado com isso, Scully. Voc tem o direito de me pisotear, as vezes eu sou intratvel... E no tenho nehuma desculpa. Mas, certas coisas deveriam ser conversadas de maneira mais tranquila e entre quatro paredes, no num avio... Eu sei que voc sabe o que eu sinto por voc, mas, eu no quero ter uma conversa importante num lugar to sem propsito..."
 Ela o fitou com os olhos marejados.
 "Foi muito bonito o que voc me disse... Eu tambm acho que voc  nico, Mulder. Eu no saberia mais viver sem ter voc ao meu lado..." - Ela terminou a frase, dando-lhe um delicado beijo no rosto. - "E peo-lhe novamente desculpas... Eu vou tentar me comportar, ok?"
 "Eu s quero te ver feliz, Scully..." - Mulder falou fitando-a.
 "Por favor, apertem os cintos! Iremos iniciar a decolagem em alguns minutos..." - Uma voz metlica ecoou pelo avio.
 Os dois apertaram os cintos e se preparam para a decolagem.
 O avio levantou vo e a alguns quilomtros do cho, passou por uma pequena turbulncia, mas foi passageiro.
 "O senhor deseja algo?" - Perguntou uma bonita morena, com um sorriso muito simptico para Mulder.
 "No, obrigado! Voc quer algo, Scully?" - Ele falou fitando-a intensamente.
 "No. Eu estou bem!"
 A comissria de bordo passou umas trs vezes por Mulder, sempre solcita. 
 Scully estava sentindo as orelhas vermelhas, e um cime imenso tomando conta dela. A mulher j estava passando dos limites.
 "Mulder... Eu quero trocar de lugar..."
 "Eu acho que o avio est cheio, Scully..."
 "No. Eu quero trocar de lugar com voc. Agora!" - Ela disse nervosa.
 Mulder encolheu os ombros e se levantou dando passagem para Scully. Assim que ela saiu, ele entrou, indo para o canto.
 Scully ficou penalizado ao ver como as pernas dele ficaram encolhidas no assento. Mas quando a prestativa comissria passou ao seu lado, ela esqueceu-se da pena.
 "Quando chegarmos em terra eu te fao uma massagem, ou algo assim, ok?"
 Mulder fitou-a sem entender, mas ficando calado.
 Sua cabea havia comeado a doer de novo, e ele queria um pouco de sossego. Coisa que a gentil, mas excessivamente solcita, comissria no deixava.
 "Se importa se eu me apoiar um pouco em voc?" 
 "O que houve, Mulder? Voc est bem?"
 Ele olhou para ela em dvida.
 "Minha cabea voltou a doer... Mas, vai passar logo." - Ele resolveu contar a verdade.
 Scully abtriu novamente a necessaire e retirou um vidro com aspirinas. Fazendo sinal para a comissria ela pediu de maneira educada, mas fria.
 "Um copo d'gua, por favor!"
 Ela saiu voltando em seguida.
 "Mais alguma coisa?" - Falou olhando diretamente para Mulder.
 "No, obrigada!  s isso!" - Scully disse de forma clara, olhando diretamente para a mulher.
 A comissria ficou sem graa e saiu em seguida.
 "Tome! Isso vai te fazer bem. Encoste a cabea em meu ombro e descanse, ok?"
 Mulder acenou com a cabea.
 Scully fez um carinho no rosto dele, e sentiu-o suspirar feliz. Ele parecia um gatinho.
 Devido aos movimentos lentos que ela fazia em seu rosto, ele adormeceu rapidamente.
 Scully ficou observando-o com carinho, zelando-lhe o sono.
 A comissria passou por ela, mas ela nem notou o olhar invejoso da outra, que seguiu para a pequena cozinha.
 "Eu j deveria saber... Homens como esse, sempre tem donas... E essa parece uma fera... Tambm com um homem como aquele... Mon Dieu!" - A jovem falou, enquanto bebia um copo d'gua.
 Na poltrona, Scully havia adormecido tambm, aps acompanhar os pequenos sons saidos de Mulder e o ritmo calmante de sua respirao.
 Em apenas duas horas, eles estariam indo para um lugar afrodisaco, onde parecia que as coisas mudariam de figura... E talvez, romance, seria a palavra da vez.
 Esse pensamento sonolento, deixou Scully com um enorme sorriso nos lbios.




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  Ttulo: O inferno astral de Mulder VI

  Categoria: MSR, humor, terror, tenso...

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  Resumo:  A viagem de avio est quase no fim... Parece que os hormnios de Scully resolveram dar uma folguinha... Mas, at quando?

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 Em apenas duas horas, eles estariam indo para um lugar afrodisaco, onde parecia que as coisas mudariam de figura... E talvez, romance, seria a palavra da vez.
 Esse pensamento sonolento, deixou Scully com um enorme sorriso nos lbios.
 A viagem at Los Angeles teria a durao de quase quatro horas, mas eles acabaram dormindo por quase trs, Mulder por causa do mal estar na noite passada e Scully, por ter acordado cedo e pela agitao posterior.
 Ela foi a primeira a acordar, abriu os olhos ainda sonolentos e focalizou-os em Mulder, que estava quase deitado sobre ela. Scully ficou encabulada, ela podia sentir sua respirao muito junta da dele.
 Levantando a mo ela tocou delicadamente os lbios tentadores dele, e depois foi deslizando para aquela pinta deliciosa que ele tinha no lado direito de seu rosto. Se ele soubesse quantas vezes ela j havia se imaginado beijando aquela pinta...
 Ele deu um pequeno suspiro de prazer e disse num resmungo sonolento.
 "Scully..."
 Ela quase no se conteve, ele estava pensando nela... Deus! Isso era incrvel!
 Ela continuou traando desenhos pelo rosto dele, parando sobre os lbios tentadores de novo.
 Ele deu um suspiro engraado e se virou completamente para ela, se aconchegando mais em seu pescoo. Scully sentiu sua pele se arrepiar, e um friozinho na base de sua espinha.
 Naquele momento ele era s dela... Scully gemeu possessivamente, olhando direto nos olhos fechados dele. 
 Sua expresso era to serena, ela podia sentir-lhe o hlito batendo em seu rosto como suaves carcias. Parecia-lhe errado ficar observando-o em seu sono, mas ele era to bonito, e era to difcil v-lo assim... tranquilo, sem nenhuma ruga de preocupao...
 "Voc pretende ficar me observando durante toda a viagem?" - Mulder falou sarcstico, aproveitando-se da situao. - "No que eu esteja reclamando..." - Seus olhos abertos a fitando curiosos.
 Scully tentava pensar a quanto tempo ele a estava observando, j que em algum momento ela havia saido de seu corpo e ido para o mundo dos sonhos.
 "Voc vai ficar muda, o que aconteceu com a sua lngua, Scully?"
 Ela levou lentamente a lngua sobre os lbios, engolindo em seco.
 "Eu no percebi que voc estava acordado, Mulder... H quanto tempo?"
 "Toque no meu queixo..."
 "Porque voc no me parou? Quer dizer...Eu..." - Ela tentou falar, mas estava sem graa.
 "Eu acho que ainda estava pensando que era um sonho... Eu s percebi que era a sua mo, de verdade, quando voc tocou meus lbios pela segunda vez..." - Ele tambm passou a lngua sobre os lbios.
 "Eu no queria acord-lo...  que voc estava to tranquilo... E  to difcil v-lo assim."
 "No precisa se justificar, Scully... Eu j fiz a mesma coisa vrias vezes. S que voc tem o sono mais pesado do que o meu..." - Ele falou com um sorriso tmido.
 "Voc fez? Mas, eu nunca..."
 "Como eu acabei de dizer, seu sono  muito pesado. E j que hoje voc resolveu querer desvendar meus segredos... Te dou esse de graa."
 "Sua cabea deve estar melhor, no ? Seu senso de humor est querendo mostrar as asinhas..."
 "Eu no estava sem humor... S tentando fazer sua vida melhor. Eu j havia percebido o quanto isso te afeta, mas voc nunca vai admitir isso..."
 "Ai  que voc se engana... Voc j  muito mais do que um amigo, Mulder. Eu nunca tive um grau de intimidade to grande com algum, nem mesmo minha me... A nica que sabia tudo sobre mim, sem nem mesmo eu abrir minha boca, era Missy... Ela me conhecia muito bem."
 Mulder ficou triste por alguns instantes.
 "Voc sente falta dela? no ?"
 Scully suspirou e acenou com a cabea, ela no sabia se teria voz para responder a isso.
 "Eu sinto muito, Scully... Eu vou sempre ficar com isso na cabea. Talvez, se voc no tivesse me conhecido, nada disso teria acontecido. Sua vida seria muito mais fcil..."
 "E infeliz..." - Mulder olhou srio para ela. - "Eu acabaria fazendo o que Ahab sempre quis... Nunca seguiria o meu destino, casaria com algum amigo de Bill..." - Mulder gemeu a essa informao. - "Ele j tentou isso algumas vezes... Principalmente aps te conhecer..."
 "Seu irmo realmente no foi com a minha cara... E eu no sei se consigo desfazer isso, j que eu tambm no fui com a dele..."
 "Meu irmo representa uma coisa que voc odeia... Autoridade. Mas, eu ainda tenho esperanas que voces dois se entendam..."
 "No sei no, Scully... Seu irmo  meio cabea dura..."
 "S ele? Mulder, voc tem que aprender a ver as pessoas com outros olhos... Confiar um pouco mais em outras pessoas."
 "No consigo fazer isso... Eu s confio reamente em voc, Scully. Isso  imutvel... Pode ter certeza!" - Ele falou pegando a mo dela.
 Scully sorriu satisfeita. Ao menos ele confiava nela, isso j era muito bom. Os dois estavam to juntinhos...
 "Querem beber alguma coisa?" - A comissria de bordo perguntou simptica. Perturbando o momento.
 "um lanchinho seria bom... no ? - Mulder falou sem se mover.
 Scully concordou, imitando-lhe o gesto.
 "Seria timo, estou faminta! No como desde o caf da manh..."
 A comissria saiu, quase babando de inveja de Scully. Ela era alta, morena, bonita, gentil... E ele no havia nem mesmo olhado ela por uma segunda vez. Essa ruiva deveria agradecer a Deus, pela ddiva que ela tinha recebido.
 "Ela ficou ofendida, Mulder..."
 "Quem?" - Ele disse inocente.
 "A comissria. Quem mais?"
 "Talvez... A garota do check-in, a moa que nos levou para a sala reservada...'
 Ela o parou dando-lhe um empurro nos ombros. Mulder sorriu.
 "Cimes, Scully? No precisa... No mais..." - Ele falou tocando-lhe gentilmente o rosto.
 Aquilo parecia to certo, que Scully aconchegou sua bochecha na mo dele.
 "Eu preciso aproveitar..." - Ele falou num sussurro, aproximando-se dela.
 "Aproveitar o qu?" - Ela falou hipnotizada, enaqunto ele se aproximava mais.
 "Suas quedas hormonais... Seu humor no vai ficar assim por muito tempo..." - Ele disse to prximo que os dois respiravam o mesmo ar.
 "Voc tem razo..." - Ela falou ofegante.
 Mulder sorriu e ento tocou levemente os lbios dela. Scully parecia que era feita de acar, ela sentiu-se derreter, apenas com o simples toque dos lbios, imagine o que aconteceria se eles aprofundassem o beijo.
 "Aqui est seu lan... OH! Desculpe-me! Eu no queria... Eu volto depois..." 
 "No se preocupe... Pode coloc-los aqui, por favor!" - Scully falou, olhando furiosa para a pobre garota.
 Ser que ela poderia prender essa mulher pelo resto da viagem? Ou quem sabe prend-la no banheiro... Por acidente...
 Scully se consertou na poltrona, enquanto Mulder fazia o mesmo, eles puxaram as pequenas bandejas sobre seus assentos e esperaram a garota colocar os apetitosos sanduiches.
 Logo depois ela saiu e parecia que no voltaria mais.
 Scully no havia parado de olh-la com fria. Mulder parecia inabalvel, mas no fundo queria jogar a jovem pela janela do avio.
 O lanche foi feito quase todo em silncio, os dois comendo com grande fome.
 "Isso estava muito bom, ou, eu estava com muita fome?" - Mulder perguntou colocando outro sanduiche na boca.
 "No sei, mas eu tambm estou achando delcioso...Talvez, seja a fome..." - Ela falou pegando outro tambm.
 Eles terminaram com um suspiro satisfeito saindo dos lbios de ambos, os dois pegaram os copos de ch gelado e comearam a beb-lo com calma.
 "Onde ns paramos?..." - Mulder perguntou se aconchegando novamente.
 "Mulder... Eu sei que pode parecer que eu estou fugindo, mas... Eu preciso ir ao banheiro..."
 Mulder sorriu compreensivo.
 "Eu estarei aqui quando voc voltar, ok? Prometo no ir para lugar nenhum." - Ele disse com um sorriso brilhante.
 Scully sorriu de volta, antes de se levantar.
 Ela se demorou pouco, mas ao voltar, sentiu seu corao bater mais rpido e o sangue subir-lhe a cabea.
 A comissria estava retirando seus copos e sorrindo de forma quente para Mulder.
 Scully no conseguiu seguir adiante e parou, mas, olhando o quadro a sua frente ela decidiu ir adiante, parando ao lado da moa.
 Mulder estava com a cabea abaixada, e nem olhava para a jovem.
 "...E o senhor deseja de mais alguma coisa?"
 "No s que voce retire essas coisas, por favor!" - Ele ainda tinha a cabea abaixada.
 Scully tocou o ombro da jovem e ficou olhando a sua reao. Ela se afastou, terminando de pegar as coisas e saindo em seguida, um pouco sem jeito.
 "Essa mulher... Ela est caando jeito de me deixar sem um pingo de pacincia..."- Ela falou, mas ele continuou olhando para o cho. - "O que foi, Mulder? O que voc est procurando?"
 "Nada! Caiu algo no meu olho... Acho que foi uma migalha do sanduiche que comemos..."
 "Vem aqui!" - Scully chamou-o.
 Mulder se aproximou, enquanto Scully soprava delicadamente seu olho. Quando ela parou. ele sorriu agradecido.
 "Obrigado..." - Ele falou puxando-a delicadamente para ele.
 Ento, seus lbios estavam se tocando e dessa vez eles resolveram separar seus lbios e deixar que suas lnguas duelassem. Os dois se afastaram e ficaram se olhando, cheios de paixo.
 "UAU!" - Ele disse sem flego.
 "UAU! Isso foi... incrvel!" - Scully disse corada.
 Os dois ficaram se fitando um bom tempo, at que ouviram o anncio para apertarem os cintos... Seu vo j estava chegando. 
 Mulder segurou a mo dela, depois de terem colocado o cinto, levou-a at os lbios e sorriu contente.
 "At agora, tudo bem..."
 Scully sorriu a meno brincalhona dele.
 "No fique to feliz... Ainda temos dois dias e meio... Espero que voc no desista de mim..."
 "Nunca, Scully! Principalmente agora... Eu sempre aquentei seus altos e baixos, ento?!..." - Ele falou encolhendo os ombros.
 "Espero que isso seja verdade, meus ltimos dias so sempre os piores..."
 Mulder gemeu baixinho. Ela apenas confirmou.
 O avio comeou a descer e depois taxiou at a plataforma.
 Mulder levantou-se, abriu o compartimento de bagagens menores e comeou a tirar as bolsas de mo dele e de Scully.
 "Pronta?"
 "Claro! Vamos... Estou louca para comearmos nossa viagem. Como se chama o lugar para onde vamos?"
 Mulder sorriu.
 "Voc vai gostar, Scully. No fica prximo a cidade...  uma casa de praia numa enseada divina, quase sendo uma praia particular, por causa do afastamento com a cidade."
 "Quanto tempo de viagem?"
 "Umas duas horas depois de santa Mnica... Ao todo, duas horas e meia... Muito tempo?"
 "No sei... Est muito quente! Foi uma tima idia colocar roupas frescas, embaixo das que viemos de Washington... Mas, mesmo assim est quente!"
 "Fique aqui! Eu vou buscar as malas e depois alugar um carro para ns, ok?"
 Scully sorriu agradecida.
 Mulder voltou quinze minutos depois, com o carregar e as malas e a chave de um carro, com ar, nas mos.
 Os dois sairam e Scully achou graa no carro.
 "Achei que voc fosse alugar um conversvel..." 
 "Eu pensei seriamente em alugar um, mas com todo esse calor... Um com ar seria mais prtico, no acha?"
 Ela concordou.
 "Tenho que tomar um banho... No estou me sentindo muito bem..."
 Mulder fez silncio. Ele j conhecia o discurso, A viagem com certeza seria recheada de reclamaes, sobre tudo, o calor, o sol, a vida... Tudo.
 Scully sentou-se no carro suspirando feliz, o ar frio em contato com a pele suada e pegajosa dela. Deus! Ela realmente precisava de um banho. E com urgncia.
 "Voc ficaria chateado se eu pedisse para voc ir o mais rpido possvel?!"
 "Seu desejo  uma ordem, meu bem! Prometo ir o mais rpido que eu puder." - Ele falou tocando-a gentilmente. 
 Scully sentiu seus olhos cheios de lgrimas, virou o rosto para que ele no a visse limpando-os.
 Mulder suspirou, mais uma dana de hormnios. Ele teria que ir bem rpido.
 Ela ligou o rdio deixando uma suave melodia encher o carro. os dois ficaram em silncio durante grande parte da viagem.
 A paisagem era deslumbrante, Scully at esqueceu-se do banho. O lugar ia ficando cada vez mais bonito. rvores comearam a aparecer em todos os lugares. E a civilizao cada vez mais longe.
 Mulder ainda dirigiu durante muito tempo por essa paisagem, antes de entrar numa estreita estradinha.
 Scully ficava cada vez mais maravilhada, Mulder no havia mentido, o lugar era bem longe da cidade, mas ela estava dando graas a Deus! No haveriam pessoas, ou melhor, mulheres para deix-la irritada, pelo menos pelo tempo que eles ficariam por l.
 Mulder entrou numa estrada que dava para uma enorme enseada, belssima, quase escondida de qualquer um.
 "Mulder!...  lindo!"
 Ele olhou para ela.
 "Ali... est vendo, entre as pedras?...  l que ns ficaremos..."
 Scully prendeu o flego ao ver a maravilhosa casa entre as pedra.
 Ela sorriu feliz, suas frias iriam ser fantsticas! Um lugar bonito, um mar maravilhoso, um homem maravilhoso!
 "Eu tenho certeza que vou adorar esse lugar, Mulder... Certeza!"
 Mulder apenas sorriu.
 O carro comeou a descer pela encosta, indo para a entrada da casa.
 O sol comeava a se pr. Mulder ficou feliz, s mais dois dias... Dois dias para ele ser totalmente feliz.



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 Mulder est to feliz! ser que Scully vai conseguir manter o seu bom humor? O lugar tem uma praia fantstica! Mas, ser que Scully vai gostar de l? E o lugar  to a ermo assim?... Tomara que sim, Mulder j tem sofrido demais...

 Opinies, propostas de casamento ou mesmo xingamento, feeds para: marushyamulder@yahoo.com.br 



  

  Srie: Arquivo-x.

  Ttulo: O inferno astral de Mulder VII

  Categoria: MSR, humor, terror, tenso...

  Censura: Livre (eu acho).

  Resumo: A casa  linda... O cenrio deslumbrante... O clima... Puro romance... Mas, at quando? Ser que Mulder est preparado para uma pequena reviravolta? Pobre Mulder! Nem no fim do mundo ele tem sossego...

  Disclaimer: Direitos reservados a CC e a Fox, no estou visando lucro. Infelizmente, fora os adicionais, os principais no me pertencem.

  Feeds: marushyamulder@yahoo.com.br



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  "Eu tenho certeza que vou adorar esse lugar, Mulder... Certeza!"
 Mulder apenas sorriu.
 O carro comeou a descer pela encosta, indo para a entrada da casa.
 O sol comeava a se pr. Mulder ficou feliz, s mais dois dias... Dois dias para ele ser totalmente feliz.
 Eles chegaram em frente a casa e sairam do carro.
 Scully respirou fundo o ar marinho. A casa de perto parecia fabulosa.
 "Esse cara deve ser muito seu amigo, Mulder... Eu no emprestaria uma casa dessas para qualquer um."
 "Ns nos conhecemos desde crianas. A me dele, era a melhor amiga da minha... Perdemos contato depois que eu entrei para Oxford e ele Princeton... A irm dele se casou h alguns meses e me chamou, ento ns nos reencontramos e voltamos as boas. Ele  um cara bem legal. Estava sentindo falta de uma boa amizade..." - Ao ver Scully boquiaberta, ele completou. - "Amizade masculina, Scully... A sua amizade sempre me foi importante, mas num patamar diferente..."
 "diferente como?" - Ela perguntou olhando-o ditretamente nos olhos.
 "Eu nuca chamaria voc para ver uma partida de futebol, ou basquete, ou pior jogar basquete comigo, Scully..."
 "Falar de mulheres..." - Ela completou.
 "Isso eu tambm posso falar com voc..." - Ele falou aproximando-se. - "Afinal, a nica mulher que me enteressa, est bem na minha frente..." - Disse piscando e parando de frente para ela.
 "E Phoebe, ou Diana... E aquela outrazinha... Como era mesmo o nome dela... Bambi! Lembrei! Isso  nome se gente?" - scully falou sarcstica, olhando para cima, para poder focalizar seus olhos no mesmo patamar do dele.
 Mulder riu.
 "Todo mundo tem um passado, Scully... Esse  o meu, mas no significa que eu o queira de volta. Eu agora quero viver o meu presente... E formar o meu futuro, Scully... Com voc..." - Ele disse incerto.
 Scully se aproximou dele e pegou-lhe as mos.
 "Algum j te disse que voc  a pessoa mais... convincente que j viu?"
 Ele sorriu sem graa.
 " a verdade, Scully! pura e simplesmente..." - Ele disse encolhendo os ombros.
 Ela ficou na ponta dos ps e o beijou carinhosa.
 "Estou com sede, e com muito calor... Gostaria de saber como  a casa por dentro tambm..." - Ela disse manhosa.
 Mulder ainda estava na lua. No estava acostumado a contatos to intimos com sua parceira, e isso ainda o atordoava, as vezes.
 "O que voc disse?" - Ele falou saindo da nuvem de sonhos.
 "gua, Mulder... Estou com sede e tenho que tomar meus remdios."
 A meno da palavra "Remdio", fez com que Mulder saisse na hora da sua falta de concentrao.
 "Vamos entrar ento! Steve disse que a dispensa estava cheia, ele possui uma enorme cisterna, isso faz com que tenhamos gua corrente, sem nos preocuparmos com nada..." - Mulder falava enquanto abria as portas. - "Ele tambm disse que temos companhia... H trs manses nesta rea, e elas convergem para c, por causa do mar... essa casa  a nica com uma faixa to grande de areia. espero que voc goste daqui e que nossos vizinhos no apaream..." - Ele falou suspendendo as sobrancelhas de maneira engraada.
 "Ser que algum viria para c nessa poca do ano?" - Scully perguntou curiosa.
 "No existe poca do ano certa para se ir a praia na Califrnia, Scully... S o que se precisa  do sol." - Mulder disse rindo.
 "Esse povo no trabalha?"
 "Como ns? Com certeza, no!" - Mulder disse sarcstico. - "Lugares ensolarados so muito menos agitados... Em matria de trabalho,  claro! Fora que deve ser muito agradvel, sair do trabalho e ir para o mar... Deve ser muito bom!" - Ele suspirou. - "Bom, chega de conversa fiada. Venha! Vamos beber alguma coisa. A cosinha  por aqui..."
 "Voc j esteve aqui antes, Mulder?"
 "Sim... Quando voc foi levada..." - Ele disse engolindo em seco.
 "Pera, Mulder... Voc acabou de me dizer que vocs voltaram a se reencontrarem h alguns meses... Eu no estou entendendo."
 "Eu perdi contato com ele, no com a famlia dele." - Mulder falou depressa. - "Nossas mes continuam muito amigas... Ento, quando voc foi levada, eu... no fiquei muito bem, fui procurar minha me e ela me mandou para c... Foi um pouco surreal. O Bureau havia me dado uma semana para... pensar. Eu passei esses dias aqui. Pensando em quando voc voltaria para mim..." - Ele terminou olhando diretamente nos olhos dela.
 Scully suspirou forte.
 "Estamos de frias, Mulder... E eu realmente gostaria de deixar nossos trabalhos e vidas cotidianas para trs... Ao menos pelas prximas semanas." - Ela falou tocando-lhe o brao. - "Que tal aquela gua agora? Hum?"
 Mulder concordou com a cabea, indo para a cozinha.
 Ele ainda no conseguia entender o que havia mudado na relao deles, e por que ele no conseguia segurar sua bendita lngua.
 Ele havia segurado tantas coisas e guardado-as s para ele durante tanto tempo... Por que agora, ele no conseguia se manter calado.
 Sentindo-se um pouco tonto, ele a deixou na cozinha e foi para o carro, pegar as malas.
 Scully percebeu que Mulder emudecera. A mente dele devia estar a mil por hora, por que ele quase saltou assustado, quando ela o encontrou na entrada da casa, segurando as malas.
 "Voc est muito concentrado, Mulder. O que foi?"
 "Nada... S estava trazendo as malas, e no havia percebido que voc estava a. Desculpe-me!"
 "Mulder o que foi? Voc ficou to estranho derepente..."
 Ele resolveu nada dizer.
 "Mulder!" - Ela insisti, no saindo da frente dele.
 "Eu estou muito cansado, Scully! No s cansao fsico, mas mental tambm... Eu falei coisas muito pessoas hoje, e no sei se agi de maneira correta,  isso! Pronto, falei... Satisfeita?"
 "Voc tem dvidas sobre o que sente por mim?"
 "Nunca, Scully!"
 "Ento o que foi?"
 "Eu no quero que voc me ache um fraco... Abrindo o meu corao para voc de maneira to... to deseperada."
 "Mulder eu..."
 "Acho que seria melhor conversarmos amanh, Scully. Eu realmente preciso pensar."
 Scully contiunou barrando-lhe o caminho.
 "Eu no sei do que voc tem medo, Mulder?  de mim?... Ou de voc?"
 "No  medo o que eu sinto, Scully..."
 "No? Ento o que ?"
 "Eu no sei..." - Ele disse num suspiro cansado. encostando na porta. - "Me bateu uma insegurana horrvel agora... Eu no quero perd-la... Nunca!" - Ele falou abaixando a cabea em seus ombros e ficando algum tempo l.
 Scully erqueu a mo e acariciou-lhe o pescoo. depois abraou-o com fora.
 "Ns vamos ter vinte dias para nos descobrirmos, Mulder... Cada pedao que no mostramos normalmente, seja por imposio do trabalho, seja por imposies da sociedade, ou de ns mesmos... Ns vamos mudar isso. Eu tambm na quero perd-lo e muito menos me afastar agora... Que estamos to juntos."
 Ele olhou diretamente nos olhos dela.
 Ela sorriu e puxou-lhe o pescoo para um beijo.
 Ele suspirou feliz ao sentir o contato e mais feliz ainda ao perceber que ela tentava invadir-lhe a boca com sua lngua. Mulder abriu os lbios de bom grado.
 Scully soltou um gemido apaixonado, ao sentir Mulder pux-la contra o trax forte.
 Mas, a alegria durou pouco, ela tambm comeou a sentir uma dor pulsante no baixo ventre, tirando-lhe todo o prazer do momento. Ela gemeu forte dessa vez, mas no de prazer e sim de dor. Mulder compreendendo erroneamente o significado do gemido apertou-a mais forte.
 Scully tentou se soltar, mas mais uma vez Mulder interpretou-lhe de maneira errada o gesto, prensando-a contra a porta.
 Scully sentiu a dor aumentar at um grau insuportvel, ento ela no teve outra coisa a fazer, alm de morder forte os lbios de Mulder, que afastou-se assustado com tamanha violncia.
 Ela no deu-lhe nenhuma explicao, voltando quase correndo para casa, com sua bolsa a tira colo e entrando no banheiro, que Mulder havia mostrado ao entrarem.
 Mulder gemeu de dor, e ao passar a lngua nos lbios, sentiu o gosto salgado de sangue.
 Um suspiro afiado saiu de corpo e ele estremeceu, diante da dor.
 "Eu deveria saber... Ainda faltam dois dias... Eu nunca quis tanto que as horas corressem como agora."  - Ele falou levando as malas para dentro e fechando a porta.
 
 

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 S mais dois dias! Ser que Mulder chega vivo?

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  Srie: Arquivo-x.

  Ttulo: O inferno astral de Mulder VIII

  Categoria: MSR, humor, terror, tenso...

  Censura: Livre (eu acho).

  Resumo: A TPM de Scully est deixando-a totalmente sem controle. Mulder infelizmente est novamente no centro do furaco... Coitado!

  Disclaimer: Direitos reservados a CC e a Fox, no estou visando lucro. Infelizmente, fora os adicionais, os principais no me pertencem.

  Feeds: marushyamulder@yahoo.com.br



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 Mulder gemeu de dor, e ao passar a lngua nos lbios, sentiu o gosto salgado de sangue.
 Um suspiro afiado saiu de seu corpo e ele estremeceu, diante da dor.
 "Eu deveria saber... Ainda faltam dois dias... Eu nunca quis tanto que as horas corressem como agora."  - Ele falou levando as malas para dentro e fechando a porta.
 As atitudes de Scully o estavam deixando louco. Ele passou a lngua sobre os lbios ardidos e sentiu o penetrante gosto de sangue de novo.
 "Droga!" - Ele praquejou ao deixar as malas de Scully no quarto ao lado do que ele havia ocupado quando viera anteriormente.
 Ele depositou as malas no seu quarto e foi para a sala. Sentou-se, iria esperar paciente por Scully. Ela teria que explicar-lhe o que foi aquilo...

 No banheiro, Scully terminava de engolir o forte remdio que ela trouxera consigo. Estava to envergonhada que no sairia, at sentir-se preparada para encarar Mulder novamente.
 Ento ela sentou-se na bancada ao lado da banheira e respirou fundo, abraando os joelhos.
 O que estava acontecendo com ela? Isso j estava ridculo demais. J fazia algum tempo que o mal humor havia tomado, completamente, o lugar da dor, o que estaria acontecendo com ela?
 Ela sentiu lgrimas quentes rolando por seu rosto, ela no as impediu, deixou que elas caissem e lavassem sua alma. Isso a faria sentir-se melhor... Ela ao menos achava isso.
 Ela encostou a cabea na parede e ficou pensando no que deveria ser uma experincia ertica e agradvel e que ela transformou numa pequena aberrao.
 Ela havia se sentido to prxima de Mulder, estava realizando um sonho que ela tivera desde o momento em que ela botou os olhos nele.
 Um sorriso discreto apareceu em seus lbios ao lembrar da cena em questo...
 Ela havia ficado surpresa com a aparncia relaxada e descontrada de seu futuro parceiro, mas o que mais a atraiu foi a sua imagem de garoto, com cabelos caindo na testa, roupas amassadas, olhar atento e astuto.
 A primeira impresso que ela teve dele, ainda estava marcada a ferro e fogo no seu peito... E agora que parecia que ela iria realizar suas prprias premonies... Ela fazia isso, mordia-lhe os lbios, deixando-o com sangue neles.
 Deus! Ela havia tirado sangue dele... Sangue.
 Seus pensamentos foram cortados, quando ela sentiu um aperto dodo no baixo-ventre.
 "Droga!" - Ela resmungou, tirando a roupa e decidindo tomar um banho para relaxar e ver se diminuia sua dor.

 Na sala, Mulder olhava preocupado para o banheiro, levantou-se para ver o que estava acontecendo com Scully, Mas, parou ao ouvir o som de gua caindo.
 Ela deveria estar se banhando para amenizar-lhe as dores. Isso era bom! Significava que ela sairia mais tranquila e relaxada de l.
 Ele voltou para o sof e sentou-se. Pegou uma semente de girassol e tentou com-la, esquecido do corte nos lbios, seu uivo de dor o fez perceber o engano.
 "Droga! Droga! Droga! Inferno!!!!!!!!!!" - Ele gemeu em dor.
 Correndo para o banheiro no quarto principal, ele abriu a caixa de primeiros socorros e pegou uma pomada antisptica e passou suavemente sobre a boca.
 Ele sentiu um alvio quase imediato, com o frescor da pomada.
 Isso era muito bom!
 Um pensamento cruzou a mente de Mulder. Com os lbios feridos, como ele beijaria Scully?... Ele deveria estar louco, por pensar em beij-la de novo, principalmente depois do que ela fez e se da prxima vez ela lhe chutasse o sac... Ele sacodiu a cabea, diante desse pensamento. 
 Mas, mesmo sabendo dos riscos, ele no conseguia parar de pensar na boca carnuda dela. Ele desejava beij-la h tanto tempo... E no seria um incidente de percurso que o faria mudar de idia. Ele sorriu desse pensamento, ele estava se transformando num masoquista...
 Ele voltou para a sala, sentando-se novamente no sof. Afastou as sementes para longe, pois ele poderia esquecer-se de sua condio e fazer a mesma besteira de antes.
 Ele olhou no relgio e viu que j estava muito tarde, sua barriga estava reclamando da falta de comida, e se ele esperasse por Scully, talvez morresse de fome.
 Com suspiro exasperado, ele foi para a cozinha e comeou a procurar por comida nos armrios.
 Estava tudo muito organizado, foi fcil para ele encontrar sopa em lata de alguns pezinhos numa embalagem  vcuo, que s precisavam ser aquecidos no microondas. Por hoje isso seria o suficiente.
 Ele deixaria tudo no microondas, enquanto ele tomava um rpido banho e trocava de roupas. Depois de colocar a sopa no horrio descrito na embalagem, ele foi para a suite, pegou uma roupa mais confortvel e foi para o banheiro.
 Ele foi retirando suas roupas no quarto mesmo e deixou em cima da cama, junto com as que ele iria vestir.

 Scully estava totalmente relaxada, depois de se jogar na gua totalmente quente. Ela sabia que isso a deixaria mais tranquila e menos agitada.
 Ela se enrolou no roupo que estava atrs da porta. Pegou a necessaire, ajustou sua roupa ntima, olhou para a roupa que ela havia passado o dia todo e decidiu no coloc-las. O roupo era discreto o suficiente para ela poder sair e pegar uma roupa na mala.
 Ajeitando os cabelos, depois de escov-los, ela abriu a porta e saiu em busca de sua mala.
 Chegando na sala, ela percebeu que Mulder havia fechado a porta, ento, ele deveria ter levado as malas para os quartos... Mas, qual seria o quarto dela? Ela sentiu um cheiro gostoso e percebeu tambm que Mulder dera um jeito de preparar algo para eles.
 Ela resolveu averiguar qual seria o seu quarto, abriu uma porta, mas no havia nada dentro. Ento, ela foi para o outro e abriu.
 Ela ento foi agraciada com uma viso, que ficaria para sempre em sua mente...
 Mulder tinha acabado de tirar uma toalha que estava ajeitada em seu quadril. De onde ela estava, ela teve uma viso muito agradvel do traseiro bonito dele.
 Mulder deu um salto ao ouvir a porta sendo aberta e agarrou a toalha, quando essa bateu em seus ps. E num movimento, que Scully no conseguiu acompanhar direito, devido a sua rapidez, Mulder a puxou para frente de seu corpo... Protegendo s uma parte do olhar atento de Scully.
 "Sua me no te ensinou a bater nas portas, Scully?" - Ele falou tentando colocar a toalha de volta na cintura.
 Scully no respondeu. Seus olhos sendo atrados para aquela pequena, ou melhor no to pequena, parte escondida pela toalha.
 "Scully? Voc ouviu o que eu disse?" - Mulder voltou a falar, ficando agora um pouco sem graa, ao perceber para onde Scully olhava.
 Ela comeou a se aproximar lentamente.
 Mulder piscou, olhando-a. Ela parecia estar num estranho estado de hipnose.
 Ele finalmente conseguiu colocar a toalha de volta, quando ela estava parando na frente dele.
 "Vamos l, Scully! Fale comigo!?" - Mulder falou, j ficando preocupado com a falta de palavras por parte dela.
 Scully nada disse, s se aproximou dele e o cercou num forte abrao.
 Mulder sentiu-lhe as lgrimas quentes rolarem por seu trax, ainda mido pelo banho.
 A nica coisa que ele poderia fazer era retribuir o abrao na mesma intensidade. Ele ento comeou a ouvir os pequenos soluos que escapavam da garganta de Scully.
 "Shiii, calma, Scully! No fique assim... Por favor, no chore..." - Ele falou alisando os cabelos molhados dela.
 Scully no falava, apenas chorava e o apertava com mais fora, quase como se estivesse tentando entrar no corpo dele e torn-los apenas um.
 Mulder se sentou na cama, puxando-a para o seu colo. Isso no era uma coisa muito inteligente para se fazer, mas ele queria ficar prximo ao rosto dela e tentar fazer com que ela o fitasse.
 Mas, ao contrrio do que ele pensou, ela se enfiou ainda mais perto dele, e agora ele sentia-lhe a respirao irregular no pescoo... Fazendo com que ele sentisse arrepios pela pele.
 "Scully... Olhe para mim..." - Ele falou tentando manter a voz normal, sem a paixo que estava comeando a domin-lo. - "Vamos, Scully... Olhe para mim." - Ele falou fazendo um esforo sobre-humano  para que ela levantasse a cabea.
 Depois de alguns segundos, ela o fez.
 Mulder mergulhou de cabea nas emoes que os limpidos olhos azuis lhe davam.
 "Est tudo bem!... Tudo bem, ok?" - Ele falou afagando-lhe o queixo.
 Scully ainda mantinha o silncio.
 Ento ela se aproximou dele e deu-lhe o mais suave dos beijos. Sua boca fazendo carcia nos lbios machucados dele.
 Mulder quase chorou, emocionado com a demostrao de carinho dela.
 Seus olhos nunca se desprenderam e mantiveram-se abertos, Mulder pode ver a piscina clara de emoes dele, refletida nos olhos dela.
 Ela suspirou forte, antes de voltar a beij-lo, mas dessa vez, seus olhos se fecharam, enquanto sua lngua acariciava a boca dele, tentando entrar, mas sem machuc-lo.
 Mulder fechou tambm os olhos, e abriu a boca, deixando que ela guiasse a forma, profundidade e intensidade do beijo.
 Scully foi meiga, gentil e nem por um momento ele sentiu dor. A nica coisa que ele sentia era o amor dele por ela crescer mais um pouco, a cada carinho.
 Scully se moveu no colo dele, abrindo as pernas e passando-as pelo quadril dele, fechando-as na cintura.
 Mulder moveu-se para ficar mais ntimo e os dois gemeram com a nova proximidade e intimidade.
 As mos de Mulder moveram-se suavemente para a cintura dela, fazendo uma pequena presso, para que eles ficassem mais juntos.
 As mos de Scully estavam no pescoo e costas dele. Ela movia o corpo como se quisesse se fundir com ele. 
 Mulder suspirou na boca dela, sua razo quase o deixando... Foi ento que o inevitvel aconteceu...
 No momento em que a Razo quase o deixou, ele puxou a cabea de Scully com mais fora, tentando aprofundar o beijo... Esse desejo de paixo o trouxe rapidamente para a realidade, quando ele sentiu uma lascinante dor nos lbios e um gosto diferente no beijo.
 Scully sentiu seu corpo retesando-se e um pequeno grunhido de dor, antes dele enrijecer. Ela ento se afastou, e colocou a mo na boca, chocada com a viso...
 Mulder tinha sangue em toda a exteno da boca e do queixo. Ao olhar para sua mo ela percebeu que tambm tinha sangue nos lbios, com certeza dele!
 "Oh.Meu.Deus! O que eu fiz com voc, Mulder?..." - Ela tentou se levantar, mas, Mulder foi mais rpido.
 "No se preocupe, Scully... Isso vai parar. S est sangrando por minha causa... Fui eu quem te puxou para mais perto... Desculpe-me!?"
 Scully no podia acreditar! Como ele ainda pedia desculaps por algo que ela havia feito?
 "Mulder, eu vou buscar algo para colocar a..."  - Ela falou tentando no chorar.
 Ele no a largou. manteve-a junto dele pelo quadril, enquanto ele esticava a mo e pegava um pedao de papel na mesinha de cabeceira e depois uma pomada.
 "Tome! Eu tinha colocado isso aqui para passar depois do banho... No quero que voc se afaste, no ainda..." - Ele falou carinhoso, com um brilho apaixonado no olhar.
 Scully tentou sorrir, mas no conseguiu.
 "O que eu fiz para te merecer?"
 "Est comigo, apesar das minhas loucuras, h cinco anos... Sou eu que no sou merecedor de voc, Scully." - Ele falou rindo suavemente.
 Scully olhou nos olhos dele e viu que ele estava falando a verdade, sorrindo entre as lgrimas que comearam a sair de novo, ela limpou-o e passou-lhe o antisptico. Depois, ele a embalou nos braos e alisou-lhe os cabelos, aspirando-lhe o perfume.
 "Que tal se ns jantassemos agora? Estou faminto!" - Ele falou olhando-a nos olhos.
 Scully assentiu com a cabea, levantando do colo dele.
 Ele soltou um alto gemido, por causa da perda.
 Scully sorriu de maneira maliciosa, ao ver o resultado de seu pequeno interldio... Bom, pequeno, realmente  uma palavra qua no se encaixa no que ela percebeu sob a toalha. Ela sentiu a boca cheia d'gua, ento balanou a cabea jogando os pensamentos para longe, ainda no estava na hora de pensar esse tipo de coisa.
 Levantando o olhar, ela percebeu que Mulder a fitava com um intenso brilho no olhar.
 Desejo. Era isso que brilhava em seus olhos com tanto calor.
 "Acho melhor deixar voc sozinho para se vestir... Nos encontramos na sala, daqui a pouco, ok?"
 Mulder concordou.
 Scully saiu sentindo as costas ardendo por causa do olhar dele.
 Quando ela saiu completamente, Mulder gemeu de novo, mas dessa vez de dor.
 "Droga!..." - Ele falou repetindo uma vasta cantilena de palavres. - "P.Q.P. s preciso esperar mais dois dias... s dois..."
 Falando isso, ele se levantou, jogou a toalha na cama e comeou a se vestir, Mas, parou e resolveu que precisava de outro banho... Eles haviam despertado algo que no estava colaborando muito com ele e a nica saida para evitar um vexame, era outro banho, mas dessa vez... bem frio.


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  Srie: Arquivo-x.

  Ttulo: O inferno astral de Mulder IX

  Categoria: MSR, humor, terror, tenso...

  Censura: Livre (eu acho).

  Resumo: Mulder est  contando os dias... agora ele est muito mais perto de seu intento... Trs dias j se foram, faltam dois!

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 Casa de praia, 20:00hs.

 Falando isso, ele se levantou, jogou a toalha na cama e comeou a se vestir, Mas, parou e resolveu que precisava de outro banho... Eles haviam despertado algo que no estava colaborando muito com ele e a nica saida para evitar um vexame, era outro banho, mas dessa vez... bem frio.
 Scully foi at a cozinha e retirou a sopa do forno. Arrumou a mesa, separou os pratos e ficou sentada, esperando por Mulder.
 Enquanto isso o delicioso aroma da sopa a fez ouvir um suave roncar vindo de sua barriga.
 Seus dedos comearam a bater de leve na mesa, quando ele demorou mais do que o necessrio.
 Ela j estava perdendo a pacincia, quando ele entrou no local, com os cabelos respingando, novamente, e uma expresso frustrada no rosto.
 "Algum problema, Mulder?"
 "No, s estou com muita fome... Mas, vai passar logo."
 Ele  se sentou e Scully ficou olhando-o curiosa.
 "Desculpe-me pela sopa, Scully... Foi a coisa mais rpida que eu encontrei. Amanh faremos algo mais substncial, ok?"
 Scully concordou.
 "Amanh eu prometo fazer algo bem gostoso para voc. O que acha, Mulder?" - Ela falou colocando a sopa nos pratos.
 Mulder sorriu agradecido.
 "Primeiro, eu quero que voc conhea a praia... Gostaria de dar uma volta, depois do jantar?" - Ele falou olhando-a.
 "Seria maravilhoso, Mulder... Mas, acho melhor deixar para amanh... Ainda no estou me sentindo bem..."
 Mulder tentou sorrir, mas o movimento trouxe-lhe dor aos lbios.
 "Tudo o que voc quiser, Scully..." - Ele falou tristonho.
 Eles terminaram de fazer a refeio em silncio, mas era um silncio confortvel.
 Quando eles acabaram, eles lavaram as louas, secaram e guardaram.
 Scully deu um longo bocejo, e Mulder a seguiu.
 "Que tal dormirmos?" - Ele sugeriu carinhoso.
 "O meu quarto, onde fica?" - Scully perguntou olhando-o com preocupao.
 "Seu quarto  ao lado do meu... Venha! Vou te levar at l, ok?"
 Mulder se levantou e erqueu a mo para que ela o acompanhasse.
 Scully se apoiou nos braos dele, e eles foram em direo ao quarto dela.
 "Qualquer coisa que voc quiser,  s me chamar, Scully. Estarei com a porta aberta, ok?"
 Ela se aproximou dele e deu-lhe um suave e delicado beijo nos lbios. Sorrindo para a expresso sonhadora dele, ela entrou no seu quarto.
 "Noite, Mulder... Amanh nos sairemos, ok?" - Ela disse se escorando na porta.
 "Noite, Scully... At amanh!" - Ele falou abrindo a porta do quarto dele e deixando-a aberta.
 Mulder suspirou um pouco cansado e foi para a cama, virou seu rosto para o teto e ficou esperando o sono... Ele tinha certeza que no conseguiria dormir, ele se erqueu um pouco e retirou toda a sua roupa e ficando apenas na boxers que ele usava.
 Ao contrrio do que ele pensava, seu sono veio numa velocidade incrvel, foi quase instntaneo.
 Seus olhos ficaram focalizados no teto por menos de um minuto. Uma sombra de cansao invadiu sua mente e ele deslizou no mundo dos sonhos.
 Scully por sua vez, tinha tantas coisas na cabea, que no conseguia dormir.
 Aquele dia havia sido crucial para seu relacionamento com Mulder, depois de tudo o que ele havia passado, o que ele lhe dissera parecia mais real.
 Mas, isso tinha que acontecer justamente quando ela estava naqueles dias, e seu humor ficava insuportvel.
 Ela se revirou na cama, mas no conseguiu cociliar o sono.
 Talvez Mulder ainda estivesse acordado, e ele poderia ajud-la a cair no sono.
 Scully achou a idia excelente, ento ela se levantou na ponta dos ps e foi em direo ao quarto dele.
 O som de um leve ronco, invadiu-lhe as orelhas. Coitado, o dia foi to estressante para ele, que ele fez algo improvvel... Dormiu.
 Scully se aproximou da cama, e ficou olhando-o.
 O peito dele subia e descia numa respirao cadenciada, ento ela se aproximou ainda mais e se sentou na beirada da cama.
 Mulder fez um movimento abrupto, e ela acabou deslizando na cama e quando tentou se levantar, ele a agarrou pela cintura, puxando-a com ele.
 Scully tentou sair do abrao, mas no conseguiu. Foi ento que ela ouviu a voz rouca dele sussurrar na orelha dela.
 "Scully..." - Ele falou sonolento.
 Scully sentiu todo o seu ser tremer, por causa disso.
 J que ela no conseguia se levantar... Ela se aconchegou mais a ele. Mulder a prendeu com mais fora, e enfiou o nariz entre o cabelo e ao ombro dela.
 Scully se sentiu feliz pela segunda vez nessa noite.
 Abraando-o com mais intimidade, ela sentiu algo batento em seu traseiro. Sorte ele estar to cansado e ela no poder fazer nada... Se no essa noite poderia terminar de maneira diferente.
 Scully fechou os olhos e ficou concentrada na respirao pausada dele, e comeou a mergulhar num profundo sono.
 Mulder parecia feliz, mesmo em sonho. 
 
 Na manh seguinte, Mulder acordou sentindo um gostoso calor, entre seu corpo.
 Ele se aconchegou ainda mais e se apertou contra a carne macia que lhe era oferecida.
 Seu corpo j havia acordado, mas ele achava que era somente um sonho. Ele se esfregou com vigor na parte de trs de Scully.
 Ela soltou um longo suspiro de prazer.
 As mos de Mulder comearam a varrer todo o corpo dela, de forma decidida.
 Mulder se moveu mais pouco e tentou abrir os olhos, mas preferiu no o fazer, o sonho estava to bom! Ao ver que a sensao, ao invs de sumir, estava se acentuando, ele fechou mais o abrao.
 O cheiro que comeou a subir em suas narinas, o fez conhecer o corpo junto ao seu.
 Ele soltou um gemido apaixonado.
 "Scully..." - Ele falou com voz rouca.
 Ela o havia procurado durante a noite, essa era a nica explicao possvel para a concretizao de seus sonhos estar bem ali.
 Ele estava to contente que no queria se mover... Ele queria que essa sensao durasse para a vida toda.
 O sol l fora brilhava convidativo... O dia na praia seria maravilhoso.
 Ele a abraou mais forte ainda, tornando a respirao dela muito difcil.
 "Assim  voc vai me sufocar, Mulder..." - A voz sonolenta de Scully reclamou.
 Ele afrouxou o abrao, mas no muito.
 Scully se aconchegou, ainda mais perto dele.
 "Bom dia! Voc dormiu bem, Scully?"
 "Como uma pedra, Mulder... Algum j te disse que voc  muito gostoso de se dormir junto?"
 Ele sorriu sem graa.
 "Acho que no..."
 Ela afagou-lhe a mo.
 "Acho melhor levantarmos... Eu preciso ir ao banheiro." - Ela falou, no se sentindo a mulher mais sensual do mundo, mas... Ela sabia que Mulder entenderia, afinal ele era... Mulder.
 Scully falou levantando-se.
 Mulder aproveitou para espreguiar-se.
 Ela se levantou e virou-se para ele.
 A boca dela se abriu horrorizada, e o sorriso que havia aparecido sumiu, dando lugar ao cair de seu queixo.
 "Oh, Mulder... O que foi que eu fiz?" - Scully falou olhando-o.
 Mulder se levantou, foi para o banheiro e se olhou no espelho.
 Seus lbios estavam inchados e com uma marca roxa, em volta.
 "...  Parece que roxo  a minha cor para essa estao..."
 Ele falou fitando-a pelo espelho, no aborrecido.
 "Como  que voc consegue fazer piada num momento desses, Mulder? Veja como est o seu lbio? Deus! O que eu fiz?"
 Mulder ficou fitando-a em silncio.
 Scully comeou a andar pelo quarto como um animal enjaulado.
 "No sei para que tanto nervosismo, Scully! Nem doendo est... Pelo menos isso  melhor do que a dor de ontem."
 Scully parou de andar e ficou olhando-o aturdida.
 "Vem c!" - Ele a chamou fazendo sinal com o dedo.
 Scully suspirou e se aproximou dele.
 "Se isso te faz sentir melhor... Prometo que mordo voc e ns dois sofreremos da mesma misria, que tal?" - Ele falou dando um suave beijinho nela.
 Ela sorriu da troa, mas ficou sria logo em seguida. Scully tentou falar alguma coisa, mas ele no deixou.
 "Hoje eu s quero me divertir, Scully... No me preocupar com nada, ok? Voc pode fazer isso por mim?" - Ele perguntou chegando mais perto dela ainda. - "Eu juro para voc que apesar da aparncia horrvel, no est doendo nada, nadinha mesmo!" - Ele falou voltando a beij-la. - "Acredita em mim?"
 Scully suspirou tristemente, mas assentiu.
 "V ao banheiro! Quando voc voltar eu j estarei com o rosto limpo e cheio de creme antinflamatrio, ok?"
 Scully novamente assentiu, soltando-se do abrao.
 "Tomara que hoje seja melhor do que ontem..." - Ela resmungou saindo.
 Mulder balanou a cabea e olhou para os lbios dele. Apesar do inchao, realmente no estava doendo, a pele s parecia um pouco sensvel.
 Ento ele pegou sua speedo, entrou no banheiro e foi tomar uma banho, antes de ver o que fazer com o machucado.
 Ele tambm esperava que hoje fosse melhor do que antes, e ele esperava isso com muito fervor, j que ele veria, finalmente, Scully num biquini.




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 Pobre Mulder, quando ser que ele vai ter um pouco de diverso para contrabalancear tanta desgraa?
 Espero que logo, j que Scully TPM, s por mais dois dias, yahoooooooo!


 
  Srie: Arquivo-x.

  Ttulo: O inferno astral de Mulder X

  Categoria: MSR, humor, terror, tenso...

  Censura: Livre (eu acho).

  Resumo: Praia, sol, mar... seria o paraso perfeito... se fosse o pequeno probleminha de Scully. Mas, Mulder  um guerreiro! E conseguir aquentar mais alguns obstculos...

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 Ele tambm esperava que hoje fosse melhor do que antes, e ele esperava isso com muito fervor, j que ele veria, finalmente, Scully num biquini.
 O pensamento o deixou quente, ento ele correu para tomar um banho frio. 
 Ele teria que ser muito comedido, afinal ele ficaria algumas horas na praia com Scully, ele em seu sungo, comprado especialmente para a ocasio, e Scully, que ele esperava fervorosamente, estaria usando um biquini, algo em duas peas e que deixasse o corpo lindo dela,  mostra.
 Ele respirou fundo pegando o controle de seus hormnios.
 "Vamos l... Tenha calma, rapaz..." - Ele se falou entrando na gua fria, sentindo as agulhadas geladas nas costas.
 Ele molhou os lbios e esfregou-os cuidadosamente, para retirar o excesso de pomada posta no dia anterior.
 Ele deixou que a gua gelada caisse como um blsamo, aliviando um pequeno formigar na pela sensvel.
 Hoje teria que ser diferente, ele j no aquentava mais sua falta de sorte.
 Ele pegou o sabonete e comeou a se esfregar.

 Enquanto isso...
 Scully olhava indecisa, sobre o que usar, biquini ou mai?
 Os dois eram pretos, em modelos clssicos.
 O biquini no escondia muito, mas ao menos era descente, j o mai, escondia tudo... E se depois dela usar o mai, ela decidisse usar o biquini? A marca seria horrorosa, ento com um menear de cabea, ela escolheu o biquini... No era muito propcio para o seu estado, mas as maravilhas de uma sociedade avanada fazia milagres...
 Pegando sua discreta caixinha e o biquini, ela foi para o banheiro.
 Seu maior desejo era que tudo saisse bem, sem nenhum transtorno ou acidente. Amanh a tarde ela ficaria livre desse encosto de todo ms, ento... Ela aproveitaria ao mximo suas frias e Mulder teria um pouco mais de tranquilidade.
 Ela deu um sorriso malicioso, para dizer a verdade, ele merecia uma boa compensao pelo que ele estava passando. E ela tinha a compensao ideal para ele...
 Ainda sorrindo ela entrou no banheiro e ligou o chuveiro.
 
 Mulder terminou o seu banho e saiu do quarto, no sem antes ouvir a gua do banheiro principal. Sorrindo ele foi para cozinha e comeou a preparar o caf da manh.
 Seus lbios estavam bezuntados com a pomada, que parecia milagrosa, pois seus lbios j no estavam to inchados, conservando apenas o colorido muito roxo.
 Ele esperava que no fim da tarde aquilo j estaria melhor, ou melhor, menor.
 Sorrindo, ele abriu a geladeira pegou alguns ovos, e comeou a fazer uma omelete, olhando de novo na geladeira, ele viu muitas conservas, ento ele abriu uma lata de cogumelos, outra de ervilhas e um pouco de queijo para misturar nos ovos.
 Quando Scully apareceu na cozinha, usando uma bermudinha cqui e uma camiseta azul... O ambiente inteiro estava impregnado com o delicioso aroma da omelete.
 Sorrindo ela se aproximou de Mulder, que s usava um bermudo, e abraou-o por trs.
 Ele deu um ligeiro sobressalto com a surpresa, mas depois ele chegou um pouco mais para trs, para se aconchegar nela.
 "Bom dia, minha ruiva! Est se sentindo melhor?" - Ele perguntou sorrindo.
 Ela puxou o rosto dele, ento olhou bem para a marca roxa, ainda presente.
 "Di?" - Ela falou dando um pequeno aperto em cima, do lbio, ainda um pouco inchado.
 Mulder deu um gemido alto, assustando-a.
 "Nem um pouco..." - Ele falou rindo, levado um tapinha afetado no ombro.
 "Ento eu estou bem melhor... O que voc est fazendo para ns?"
 "Omelete... Minha especialidade para o caf da manh."
 Scully riu da forma como ele falou, parecendo um mordomo ingls.
 "Voc no pensou que eu no soubesse cozinhar, no ?" - Vendo que ela ficou calada, ele falou. - "Ora, Scully! Eu vivo sozinho h muitos anos... No vivo s de fast food... Apesar de que seria muito legal, mas..." -  Ele falou fingindo-se de ofendido.
 "Desculpe-me, Mulder... Eu no queria magoar voc ou zombar dos seus dotes culinrios..." - Ela falou pegando um pouco da omelete e experimentando. - "Isso est bom!" - Ela disse surpresa.
 "Falando desse jeito... Tem certeza que voc no queria ofender meus dotes?" - Ele perguntou franzindo o cenho.
 Scully suspirou, achando o joquinho engraado.
 "Tudo bem, Mulder! Diga l... O que voc quer para parar de me lembrar disso?" - Ela riu quando viu o brilho malicioso nos olhos dele.
 "Um beijo, iria bem... Talvez dois... afinal de contas eu sei cozinhar mais de um prato... E quem sabe..."
 Scully o calou, puxando-o para um beijo, bem suave e doce.
 Mulder puxou-a um pouco mais para perto dele, mas Scully evitou aprofundar o beijo.
 "No... Eu no quero te machucar de novo..." - Ela falou ofegante.
 Mulder encostou a testa na dela, os dois se olhando de forma intensa.
 "No est doendo, Scully. Voc no vai me machucar..." - Ele falou tentando beij-la novamente.
 Mas, ela o deteve.
 "A omelete... Vai acabar queimando..."
 "Eu apaguei o fogo... Voc me deve pelo menos mais um beijinho..." -  Ele falou voltando a beij-la.
 Ela agora no teve foras para impedir os avanos dele. Mulder se aproveitou dessa fraqueza momentnea para diminuir ainda mais o espao entre os dois.
 O beijo ficou mais profundo e ele a abraou ainda mais forte.
 Alguns instantes depois, eles se separaram.
 "Viu? Eu ainda estou inteirinho..." - Ele falou rindo.
 "Sorte a sua..."
 "Eu espero ter essa sorte durante muito tempo..." - Ele falou beijando-a levemente. - "Que tal o caf da manh agora!?" - Ele falou sorrindo de orelha a orelha.
 "Perfeito!" - Ela disse tambm sorindo satisfeita.
 Ao menos a manh deles estava indo bem. Nenhum incidente nos poucos minutos em que eles estavam acordados.
 Mulder estava muito contente, arrumou a mesa, enquanto Scully fazia um suco de laranja, com a polpa encontrada na geladeira.
 O caf foi tranquilo.
 Os dois comeram com muita tranquilidade, depois de satisfeitos eles se olharam.
 "Praia, agora?" - Ele falou duvidoso.
 "Claro! Esperei a noite toda por isso... Vamos?" - Ela estendeu a mo e o levou com ela para a porta.
 Mulder foi todo animado atrs dela.
 "Scully?" - Ele falou num sussurro.
 Scully virou-se, antes de abrir a porta e percebeu um ligeiro rubor no rosto dele.
 "O que, Mulder?" - Ela perguntou curiosa, tentando descobrir o motivo dele estar corando.
 "Biquini ou mai?" - Ele falou com um brilho malicioso no olhar.
 Ela ento percebeu que o rubor era de puro excitamento.
 Mulder parecia um garotinho feliz, tentando descobrir no dia de ao de graas, o seu presente de natal.
 "Humm! Acho melhor voc descobrir na praia..." - Ela falou piscando sedutoramente para ele.
 Mulder liberou um gemido frustrado do fundo da garganta.
 "Voc  uma mulher muito m, Scully!"
 Ela no respondeu, apenas concordou divertida.
 Mulder foi seguindo-a com passos muito rpidos, louco para chegar na praia e ganhar o seu presente.
 Scully somente ria da pressa dele, tentando acompanhar seus largos passos.
 Os dois pararam em frente a faixa enorme de areia.
 Seus olhos crescendo com admirao.
 O lugar era de uma beleza quase etrea.
 Scully respirou fundo o ar marinho contente com a brisa suave que batia em seu rosto.
 Mas, do mesmo modo que a alegria tomou conta de seu ser, um ligeiro suspiro de desapontamento escapou sem permisso.
 "Ah, Mulder... Eu no acredito nisso..." - Ela falou apontando para uma direo diferente da que Mulder estava olhando. - "Isso s pode ser brincadeira!" - Ela falou irritada.
 Mulder soltou um longo suspiro.
 O dia estava perfeito demais para ele, algo de errado tinha que acontecer.
 

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 Ei? O que vocs esto achando da estria? Estou esperando os seus feeds, ok?
 Obrigada as meninas por me apoiarem e gosteram tanto dessa estria.
 obrigada!

 
 
  Srie: Arquivo-x.

  Ttulo: O inferno astral de Mulder XI.

  Categoria: MSR, humor, terror, tenso...

  Censura: Livre (eu acho).

  Resumo: Mulder e Scully esto num tremendo paraso tropical, mas... nem tudo  perfeito... E Mulder ainda tem dois dias de Scully TPM.

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 Praia litornea, interior da Califrnia.


 Mas, do mesmo modo que a alegria tomou conta de seu ser, um ligeiro suspiro de desapontamento escapou sem permisso.
 "Ah, Mulder... Eu no acredito nisso..." - Ela falou apontando para uma direo diferente da que Mulder estava olhando. - "Isso s pode ser brincadeira!" - Ela falou irritada.
 Mulder soltou um longo suspiro.
 O dia estava perfeito demais para ele, algo de errado tinha que acontecer.
 "Eu te avisei que a praia no era particular, Scully... Elas devem estar numa das outras casas que existem por aqui." - Ele falou tentando acalm-la. - "Mas, olhe. Ali tem um lugar distante, onde no h ningum..."
 "Numa praia pequena como essa, voc acha que elas no nos vero? Voc  muito otimista, Mulder..." - Scully falou sarcstica, apontando o grupo de garotas, turbinadas, que brincavam com uma bola na beira da gua.
 Mulder soltou um longo suspiro novamente. essa montanha russa de emoes estava acabando com ele.
 "Voc quer voltar e aproveitar a piscina?" - Ele falou conciliador.
 "No. Eu quero ir para a praia, ok? Eu esperei a noite toda por isso... Venha!"- Ela falou puxando-o pela mo. - "Prometo que vou me comportar... Venha, no quero que isso acabe com meu dia..." - Ela falou, desarmando-o com um sorriso.
 Mulder sorriu tambm, encantado. Parecia que seu dia ia melhorar de novo.
 Ele seguiu a pequena ruiva com um sorriso babo, at um lugarzinho afastado das beldades pulantes.
 "Esse lugar  incrvel, Mulder! Que bom que voc conseguiu encontrar seu amigo e reserv-lo."
 "... Eu tambrm acho... Esse lugar  um pedacinho do paraso, Scully... Mas, infelizmente no me traz boas recordaes..." - Ele falou com um sorriso triste.
 "Isso  passado, Mulder... E eu tenho certeza que agora voc vai ter muitas lembranas boas daqui..." - Ela falou acariciando o rosto dele e depositando um suave beijo em seus lbios.
 "Acho que vai levar uma tempo para me acostumar com isso..." - Ele falou aps o beijo.
 "Isso o qu?" - Scully perguntou encarando-o.
 "Beijos, sorrisos, essas coisinhas..." - Ele falou, novamente sorrindo de forma idiota.
 Scully se aproximou ainda mais, fazendo seus corpos se encontrarem.
 "Se voc sorrir sempre desse jeito... Talvez eu prefira que voc no se acostume..." - Ela falou beijando-o de novo.
 Os dois encontraram apoio em uma enorme pedra, e l ficaram apenas se beijando, por algum tempo, At que Mulder a abraou mais forte e enfiou o rosto entre os cabelos dela.
 "Eu esperei tanto por isso... Scully,  muito bom, sentir voc desse jeito..."
 "Voc no pode ir muito depressa, Mulder... Sua boca..." - Ela arfou, ao sentir os lbios dele sobre a pele delicada do pescoo. - "Isso  to bom!" - Ela deixou escapar, extasiada.
 "Eu sei... Mas, voc est to gostosa, Scully..." - Ele sussurrou, antes de morder o lbulo da orelha dela. - "Que eu no consigo ficar longe de voc..."
 Ele a abraou ainda mais apertado. E voltou a beijar-lhe nos lbios.
 Scully levantou os braos e acariciou-lhe a nuca.
 "Que tal arrumarmos a toalha?..." - Ela falou ao afastar-se do beijo e de Mulder, um pouco trmula.
 "Tudo bem!... Acha que aqui est bom?" - Ele falou apontando uma rea em frente a pedra.
 "Perfeito!" - Scully respondeu com as faces ainda coradas pelo beijo.
 "Quer entrar na gua, ou se sentar e pegar um pouco de sol?"
 "gua... Estou louca para entrar nesse mar lindo..."  
 Mulder ento comeou a tirar a camiseta e o short que ele usava.
 Scully prendeu a respirao ao ver o corpo deslumbrante do parceiro, quase totalmente exposto, sendo a nica pea que a impedia de admir-lo por completo era um bonito sungo, que o deixava mais gostoso do que de costume.
 Ele ficou parado olhando para ela... Seus olhos vagando pela roupa que ela usava.
 "Acho que voc est muito vestida para a ocasio, Scully..."
 Ela olhou para baixo e soltou um sorrisinho discreto, antes de comear a retirar suas roupas, pea, por pea.
 Mulder no tirava os olhos das mso dela que se moviam com graa e suavidade sobre o corpo pequeno e delicado...
 Ele j no se movia, pois ele queria ver o que o destino havia reservado para ele... biquini ou mai?
 Ele quase sorriu feliz, ao ver o bem comportado biquini dela... Mas, era mais do que o que ele j havia visto dele, em anos de parceria.
 A pele branca e leitosa delineada pelo discreto, mas revelador, biquini... Duas peas, ela so tinha duas peas naquele lindo e incrvel corpo.
 Scully colocou suas roupas sobre as de Mulder e ficou observando o olhar admirado dele... Suspirando satisfeita ela percebeu que essa era a primeira vez que ele via sua corpo, quase sem nenhuma barreira.
 Ela sentiu a sbita onda quente de vergonha, que comeou a cobrir seu colo.
 Ela tentou permabnecer imvel, mas o olhar dele a perturbava.
 "Mulder?..." - Ela falou tmida.
 S nesse instante ele voltou os olhos para ela, e foi ento que ela sentiu faltar-lhe uma batida no corao.
 Os olhos verdes dele estavam um pouco fora de foco e brinlhavam numa intensidade incrvel, ela sentiu-se derreter diante daquele olhar.
 "Voc  linda, Scully... Linda!" - Ele falou suavemente, como se no quissesse assust-la.
 Ela sorriu tmida.
 "Voc tambm no  de se jogar fora, Mulder..." - Ela retrucou cnica.
 Mulder sorriu.
 "J ouvi dizerem..."
 O semblante dela se fechou na hora.
 "Quem falou?"
 "Ah! Minhas milhares de fs espalhadas pelo mundo a fora..."
 Ela continuou sria.
 "Quem foi? Kimberly? Ou quem sabe foi Arlene?"
 Mulder que estava sorrindo parou na hora.
 "O que? O que voc est falando, Scully?" - Ele perguntou sem entender a sutil frieza na voz dela.
 "No se faa de desentendido... Foi voc que falou... "
 Mulder suspirou exasperado.
 "Preciso de um pouquinho de gua..." - Ele falou correndo para o mar e se jogando na gua, dando algumas braadas.
 Scully sentiu-se ridcula... Deus! Ele s devia estar brincando... Ser que ela havia perdido at o senso de humor?
 Ela resolveu tentar consertar-se, ento correu para a gua e mergulhou atrs dele.
 Mulder estava um pouco afastado da beirada, onde as ondas quebravam, boiando de costas.
 Scully mergulhou pouco antes dele e apareceu alm dele, cutucando-o na costela.
 "Desculpe-me!?" - Ela falou tirando uma mecha molhada de cabelo do rosto.
 Mulder ficou quieto por alguns instantes, mas acabou desculpando com um movimento lento de cabea.
 Scully ficou olhando-o, enquanto tentava flutuar. Os dois estavam muito longe da parte rasa, ento ela tinha que manter os ps batendo constantemente.
 "Eu sempre achei que voc gostasse de mulheres como Kimberly ou Arlene... Elas so altas, cheias de curvas..."
 Mulder ainda ficou em silncio.
 "Ainda teve a Phoebe... Ela tambm era alta, magra... Eu ainda no entendi o que voc viu em mim, Mulder? Eu sou to comum. Se voc tivesse ficado atraido por Missy, seria at compreensivel, mas... Eu?" - Ela falou tocando-o no brao.
 Mulder soltou um ligeiro gemido de desprazer.
 "Quem te fez achar que voc  pouco, Scully?... Me d o endereo do desgraado que te fez pensar desse jeito..." - Ele falou ficando na mesma posio que ela e segurando-a firme.
 Scully teve que se segurar nele para manter-se equilibrada, uma vez que a proximidade de ambos no lhe permitia grandes pernadas.
 "Ningum me fez pensar nada, Mulder... Eu s acho muito estranho..."
 "O que voc acha estranho? Que eu possa estar apaixonado pela minha parceira, que alm de bonita,  inteligente, espirituosa e me conhece mais do que eu mesmo? As mulheres que eu tive no passado, como voc diz... So passado. Hoje eu tenho certeza absoluta que nunca me interessaria por metade delas... E voc sabe por que?"
 Ele falou fitando-a dentro dos maravilhosos olhos azuis.
 Scully sacudiu ligeiramente a cabea, em negativa.
 "Elas no so voc, Scully. Elas nunca podero ser iguais a voc. Voc  nica... nica, Scully... nica..." - Ele sussurrou, antes de beij-la, lentamente. 
 Ele explorou o calor e a maciez da boca de Scully, como se quisesse conhecer cada gosto, cada nuance dos lbios dela.
 Scully se deixou levar pela delicadeza e plena admirao dele.
 Aquilo era to bom!
 Os dois ficaram vrios minutos assim, se beijando... Ora eles abriam os olhos e ficavam se mirando, enquanto suas bocas no paravam suas buscas.
 Mulder suspirou feliz, antes de abra-la e comear a pencorrer o corpo dela com movimentos suaves e curiosos.
 Ele nunca havia sentindo nada to maravilhoso, macio e sensual na vida.
 "Eu te amo..." - ele resmungou na orelha dela, antes de mergulhar a lngua l.
 Scully gemeu em assentimento.
 "Eu sei, Mulder... Eu tambm... Me desculpe..."
 Mulder a calou com outro beijo, esse mais longo, fundo e necessitado.
 A intimidade desfrutada por ambos estava to gostosa, que levou um certo tempo para ambos sairem da gua e se sentarem de volta na toalha.
 Mulder deitou-se e Scully o seguiu, aconchegando-se nele.
 "Esse lugar  o paraso, no  Scull..." - A fala de Mulder foi cortada, quando ele foi atingido na testa, por uma enorme bola de praia.
 Scully sentou-se na hora e olhou na direo de onde ela veio.
 Vindas atrs da bendita bola estavam trs, das seis moas, que estavam do outro lado da faixa de areia.
 A loira mais alta, com enormes seios, se aproximou de mulder, abaixando-se na frente dele.
 "Oh, me desculpe... Eu no sei como essa bola veio parar aqui... Ai, meu Deus! A bola fez isso?" - Ela falou apontando a marca roxa nos lbios de Mulder.
 Mulder um pouco atordoado, demorou algum tempo para responder. Ento, Scully fez por ele.
 "Tome! Aqui est sua bola... No se preocupe. Isso no foi causado pela bolada..." - Scully falou quase jogando a bola para a loira. - "Ele vai ficar bem..."
 "Mas, ele parece um pouco atordoado..." - A mulher falou, enquanto as outras chegavam mais perto de Mulder, olhando-o com interesse indisfarvel.
 "Eu sou mdica. Ele no tem nada demais, ele s precisa de um pouco de tranquilidade para se recompor..." - Scully falou entre-dentes, nada amigvel.
 "Que bom, doutora! Ns somos infermeiras..."
 Mulder gemeu ao ouvir as palavras da mulher... Isso no estava bom.
 "Isso  muito bom para vocs, ento... Podem nos deixar a ss?" - Ela falou erguendo a sobrancelha e encarando as trs de maneira neutra.
 "Desculpe-nos novamente... Ns estamos numa cabaninha a alguns metros daqui, ento se precisarem de alguma coisa..."
 "No se preocupem..." - Scully falou tentando ser educada, mas j sem a menor pacincia. - "Ns estamos nessa casa aqui da frente... Ento..." - Ela ergueu a sobrancelha.
 As trs sorriram sem graa, mas sairam, no sem antes lanar um olhar malicioso em Mulder.
 "Eu no acredito! Enfermeiras? No mesmo lugar que ns? Acho que vou comear a acreditar nessa estria de conspirao... Por que francamente, Mulder..." - Ela falou olhando-o.
 Mulder ainda mantinha-se mudo.
 "O que houve? Est doendo muito?" - Ela perguntou preocupada.
 Mulder apertou os olhos.
 "No s foi uma pontadinha de nada..."
 Ela ficou olhando para ele.
 Um silncio incmodo comeou a se formar.
 Ao longe, Scully ouvia o grito alto e estridente das enfermeiras.
 Enfermeiras... Era s o que faltava!
 Mulder Esticou o brao e a puxou de encontro a ele, e deitou a ambos.
 Scully voltou a se aconchegar nele, suspirando, ainda irritada com a ousadia das trs, olhando para Mulder como se ele fosse o prato principal... Balanando a cabea, ela retirou esses pensamentos incmodos de l.
 Mulder acabou de dizer que a amava, e isso era o necessrio... Ser?
 

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx   CONTINUA  xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
 
  uma pena, meninas, a TPM de Scully j est quase acabando, mas eu acho que Mulder ainda vai precisar de frias das frias dele, o que vocs acham? 
 Viu, Sheisa? Eu falei que no era nada grave... nenhuma ex, nesta fic pelo menos!?
 feeds, please!
 




  Srie: Arquivo-x.

  Ttulo: O inferno astral de Mulder XII.

  Categoria: MSR, humor, terror, tenso... E uma quase Nc17(Se voc for sensvel a esfregaes, afaste-se!)

  Censura: Livre (eu acho).

  Resumo: Dessa vez Scully conseguue controlar-se, afinal, Mulder lhe d uma enorme prova de amor...

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  Litoral da Califrnia. 

 
 Mulder Esticou o brao e a puxou de encontro a ele, e deitou a ambos.
 Scully voltou a se aconchegar nele, suspirando, ainda irritada com a ousadia das trs, olhando para Mulder como se ele fosse o prato principal... Balanando a cabea, ela retirou esses pensamentos incmodos de l.
 Mulder acabou de dizer que a amava, e isso era o necessrio... Ser?
 Scully suspirou um pouco angustiada, a situao era nova, e no havia acontecido num momento muito propcio. 
 Se ele tivesse se declarado no meio da viagem, tudo ficaria tranquilo, mas...
 "Voc quer dar um mergulho, Scully?" - Ele perguntou, j achando o silncio muito longo.
 Scully assentiu e os dois foram para a calmas e pacificas guas do mar.
 Mulder a abraou e a levou para uma rea bem funda, onde os ps pequenos dela no alcanavam a areia.
 "Voc est querendo me prender aqui, Mulder? No se esquea que eu sei nadar..."
 Mulder sorriu, mas no respondeu com palavras, mas sim com aes.
 Sua boca assaltou a dela, sem permisso, pegando-a desprevenida.
 Scully prendeu as pernas ao redor do corpo dele, sentindo a rigidez dele, contra a carne macia dela. Ela soltou um suspiro, de pura delcia, diante de tal sensao.
 Os dois estavam h muito tempo se beijando, quando eles ouviram o inconfundvel som de pessoas entrando na gua.
 Scully suspirou, mas dessa vez de puro desgosto.
 Os dois se afastaram um pouco do barulho, mas, a algazarra era demais e os dois acabaram saindo da gua.
 Mulder sentou-se e puxou Scully para frente do corpo dele, meio envrgonhado pela sua enorme excitao(Oh, Deus!).
 Scully se deixou abraar por ele. Desde cedo ela estava se sentindo melhor, fora uma dorzinha ou outra. Ela estava to feliz, e se na fosse pelas 'enfermeiras', ela tinha certeza que a sua felicidade seria completa.
 Mulder estava to compenetrado em se acalmar, que acabou no percebendo a agitao da parceira.
 "Esse lugar  lindo, no ?" - Ele sussurrou no ouvido dela.
 Scully moveu seu pescoo, deixando-o descansar a cabea em seu ombro.
 "Sim, ..."
 "Voc quer entrar? Ns podemos ficar na piscina, que tal?" - Mulder ofereceu carinhoso.
 Scully estava gostando tanto daquela paz, mesmo tendo alguns inconvenientes.
 "No. Ns podemos ficar aqui mais um pouco... No se preocupe comigo, Mulder..." - Ela disse antes de suspirar e deixar a cabea cair contra o peito largo dele.
 Mulder resolveu no questionar, e os dois continuaram abraados durante um longo tempo, s observando a paisagem que se descortinava a frente deles.
 Demorou alguns minutos para eles perceberem que os barulhos e os gritos provenientes das garotas, haviam parado.
 Scully ficou muito feliz. A praia era novamente s deles.
 Mulder parece que pensou a mesma coisa, pois no mesmo instante ele a puxou para um beijo fundo e apaixonado.
 Scully entreabriu os lbios, deixando-o invadir-lhe a boca e provar-lhe o gosto.
 Ela se virou e ficou de frente para ele, os dois se apertaram ainda mais... Mulder puxou scully para o seu colo e comeou a se esfregar nela. Scully soltou um gemido afiado, diante da ao.
 "Mulder..."
 "Acho melhor... entrarmos, Scully... A piscina... Mais discreto..." - Mulder no conseguia coordenar nenhuma orao, mas Scully pareceu entender.
 "Mulder, eu no posso... Voc, sabe..." - Ela falou gesticulando, enquanto o olhava nos olhos.
 "Ns podemos namorar um pouco, Scully... Isso voc pode... No pode?" - Ele falou com um brilho febril nos olhos.
 Scully novamente entendeu o que ele queria dizer e nem precisou de palavras para se fazer entender.
 Os dois se levantaram e foram em direo a casa...
 Quando eles iam entrar, ouviram algum chamando.
 "Oi, vocs podem nos dar uma ajuda?" - Disse a loira com enormes peitos, ao lado deles.
 Scully suspirou irritadamente, assim como mulder.
 "Ns estamos tendo um pequeno problema... parece que nossa gua acabou." - Ela disse com um sorriso sem graa.
 "No precisa se preocupar..." - Mulder falou, e a mulher deu um enorme sorriso. - "A gua da caixa deve ter acabado, mas isso  fcil de resolver. Tem uma bomba ao lado da casa, ela puxa gua de uma cisterna, direto para a caixa..." - A mulher o olhou maravilhada.
 "Srio!? E voc pode nos ajudar?" - Ela disse j se dirigindo para a cabana delas.
 "Claro! por favor me siga... Eu te mostrar como funciona o daqui e voc faz a mesma coisa na de vocs, ok?" - Mulder disse segurando a mo de Scully e indo para o lado da casa.
 Scully no podia segurar seu orgulho. Mulder no a abandonaria pela companhia das loiras, ao contrrio.
 A Bela loira olhou confusa para ele.
 "Voc no vai nos ajudar?" - Ela perguntou, confuso na voz.
 " claro que vou! Mas, no  necessrio que eu saia daqui, o sistema  o mesmo... E caso ns dois no estejamos aqui, quando acontecer numa prxima vez... Vocs j sero capazes de resolver sozinhas." - Ele terminou gentilmente.
 A mulher ficou boquiaberta, mas se recuperou rpido.
 "Oh, Sim, mas  claro! Isso vai ser muito melhor..." - Ela falou acompanhando o casal.
 Um sorriso divertido brincou nos lbios dela. 
 'Marion no ia gostar... Ela achava que ia ser fcil. Coitada!'
 A loira ficou olhando a forma como o casal ficava se admirava.
 Eles faziam um bonito contraste, Ela ruivinha e baixinha e ele moreno e alto... muito alto. O homem era um sonho! Em todos os sentidos e direes... indo, vindo... Ele parecia delicioso.
 Mas, infelizmente a pequena ruiva j o havia conquistado. Era a primeira vez em anos que ela era ignorada por um homem. Eles sempre se sentiam atraidos por tipos como o dela... Alta, loira, seios fartos, cintura e quadris proporcionais, mas ele... ele nem lhe deu uma segunda olhada. Isso era de se admirar...
 Ela se pegou perguntando o que ele afinal viu na ruiva a sua frente, ela era to normal... Tinha o corpo bonito, bem feita, mas era pequena, de seios pequenos... Ela era muito... mignon! Essa era a palavra.
 Suas meditaes foram cortadas quando ela sentiu os dois olhando-a srios. O percurso havia terminado e ela no percebera.
 "Oh, me desculpem... Estava pensando no trabalho..."
 Os dois no se importaram com a declarao, e ento ele comeou toda a ladainha sobre como ligar e desligar o dijuntor, quando a caixa estivesse cheia, o resto seria feito pela bomba.
 Depois das explicaes, ela percebeu que estava sobrando, ento agradeceu e saiu.
 Seus pensamentos indo de novo para Marion, e como ela iria ficar decepcionada.
 Scully ainda estava nas nuvens, Mulder no havia soltado a sua mo em nenhum momento, e havia olhado para o mulher sem o menor interesse.
 Ele a segurou por um momento beijando-a carinhoso.
 "Que tal a piscina agora?" - Ele falou conduzindo-a para trs da casa, numa parte afastada.
 Ela ficou surpresa ao ver a enorme piscina. Ao lado havia uma parte mais rasa, com uma espcie de banquinho sobre quase toda a estrutura. 
 Scully estava embevecida, a piscina era maravilhosa.
 "Mulder,  linda! Quem cuida dela?" - Ela perguntou, estranhando a limpeza do local.
 "Ele tem uma assistente, ela vem quando sabe que eles vo vir, ou quando eles tero visitas..." - ele falou fuando o pescoo dela, dando beijinhos molhados.
 "Tem um chuveiro aqui, no ?" - Ela falou olhando para ele.
 "Sim... Ali no canto, venha!" - Ele falou puxando-a com ele.
 Os dois entraram embaixo da forte ducha e retiraram e excesso de sal do corpo, depois ele a conduziu para a rea mais rasa e a puxou para ele.
 Scully se sentiu caindo no peito dele, enquanto a gua molhava apenas seus quadris.
 "Esse lugar  paradisaco, Mulder..." - Ela falou, antes dele encost-la no canto da piscina, fazendo-a sentar-se sobre o minsculo banco.
 Quando ela se acomodou, Mulder entrou entre as pernas dela, deixando-os mais intimos. Os dois soltaram um suspiro afiado de prazer.
 Mulder sentiu seu corpo formigar, e uma certa rea sua reagir na hora.
 Scully tambm sentiu, quando a excitao dele chegou a um grau quase doloroso, ele comeou a se esfregar nela. Scully agarrou-lhe os cabelos e o puxou para um beijo.
 Os dois pareciam querer se derreter e formar um nico ser. seus corpos juntos, colados.
 Mulder j no conseguia se controlar, saus mos vagavam pelo corpo dela com se para adquirir conhecimento de um territrio nunca visto antes.
 Ele suspirava e gemia cada vez mais alto na boca de Scully, fazendo com que ela enlouquecesse tambm.
 As mos de Mulder descream at a parte baixa do biquini dela, e ento suas mos foram furtivamente mais a frente.
 Scully gemeu, soltando a fuso labial, quando ele a tocou bem onde ela queria.
 "Sim, Mulder... Oh, meu deus!" - Ela agarrou-lhe a cabea e olhou diretamente nos olhos dele, enquanto ele movia os dedos com agilidade sobre o clit dela.
 "Mais, Mulder... Oh, Mais..." Mulder sorriu ao ver o descontrole dela.
 Ele a olhou, adorando ver e sentir em seus dedos a paixo dela.
 "Voc est to linda, Scully... Se voc soubesse quanto tempo..." - Ele no conseguiu terminar a frase, ouvindo a voz melodiosa e rouca dele, ela no resistiu e se deixou levar nas asas do fantstico orgasmo que ele lhe proporcionava.
 Mulder ficou olhando-a enquanto ela se perdia nas ondas do poderoso orgasmo.
 "Linda! Linda!" - Ele repetia sem parar.
 Scully se apertou contra Mulder, ento ela finalmente abriu os olhos, focalizando-os nele.
 Mulder a olhava apaixonado, seu corpo ainda se movendo contra o dela em delicadas onda.
 Ela olhou para baixo e viu que ele ainda estava duro como pedra.
 "Mulder... Desculpe, eu..." - Ela falou, descendo a mo entre eles.
 "No se preocupe, Scully... Eu queria ver voc..." - Scully enfiou a mo pequena  dentro da sunga dele e comeou a manipul-lo.
 "Deus!..." - Ele exclamou, enfiando o rosto entre os cabelos dela.
 "Olhe para mim, Mulder... Eu tambm quero v-lo..." - Ela sussurrou na orelha dele.
 Mulder gemeu alto, mas conseguiu retirar o rosto de l.
 Scully ficou maravilhada com o olhar dele. Ele no estava focado nela, havia uma nuvem de intenso prazer nublando-lhe a viso.
 Scully estava quase orgstica de novo, s pelo olhar dele.
 Ele era to sedoso, to macio... e estava to duro...
 Mulder comeou a mover os quadris, acompanhando os movimentos da mo dela.
 Scully pode ver e sentir nitidamente quando ele ia gozar.
 Seus olhos se arregalaram, seu corpo ficou rgido e ele gritou seu nome, como se estivesse em perigo.
 "SCULLLIIEEEEE!!!!!!!!!" - Ele gritou, antes de desmoronar nos ombros dela.
 Scully nunca tinha visto nada to bonito em sua vida. 
 Mulder estava agora sobre os ombros dela, respirando fundo e pesado, como se tivesse acabado de encarar uma longa maratona.
 Scully ficou fazendo crculos carinhosos nas costas dele, at ele ter condies de se mover.
 Os corpos deles ainda estavam unidos, e Scully ainda podia sentir o suave movimento dos quadris dele.
 Ele a abraou forte e ela correspondeu do mesmo jeito. Abraando-o tambm com as pernas.
 "WAW!!! Nem nos meus sonhos mais reais eu poderia pensar que seria assim..." - Ele falou ficando testa contra testa.
 "E olha que esse nem foi o evento principal..." - Scully disse surpreendendo-o.
 Os olhos dele estavam arregalados, mas ele sorriu logo depois. Aquilo era um bom sinal.
 "Quer dizer que teremos o evento principal?" - Ele falou feliz.
 "Se voc continuar sendo um bom garoto... Talvez..." - Ele sorriu.
 "Que tal um mergulho?" - Ele ofereceu tranquilo.
 "Depois... Ainda no quero te deixar..."
 Mulder estava muito feliz, ao que tudo indicava, o ltimo dia dela seria o melhor...
 O que Mulder se esqueceu  que ainda assim falta um dia... E muita coisa ocorre em um dia...

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 E a, gostando?
 Bom, Gabyzinha, falat pouco para o Nc de verdade, h,h!! Isso s foi uma provinha...
 Sheisa est gostando?
 bom, meninas eu quero feeds, ok?
 Querem lotar minha caixa de mails, por isso sejam gentis e faam essa pobre pessoa, feliz...


   Srie: Arquivo-x.

  Ttulo: O inferno astral de Mulder XIII.

  Categoria: MSR, humor, terror, tenso... 

  Censura: Livre (eu acho).

  Resumo: Pobre Mulder, nada  muito bom para ele... Um pequeno acidente, garotas, e... gua, muita gua.

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 Mulder estava muito feliz, ao que tudo indicava, o ltimo dia dela seria o melhor...
 O que Mulder se esqueceu  que ainda assim falta um dia... E muita coisa ocorre em um dia...
 Os dois ainda ficaram juntinhos durante muito tempo, at Scully sentir e ouvir o roncar da barriga de Mulder.
 "Deus! Isso tudo  fome?" - Ela perguntou divertida.
 "Desculpe! Eu sei que no  muito romntica, mas..."
 Scully sorriu, soltou-o do abrao de suas pernas e ambos comearam a sair da piscina.
 "J est bastante tarde. Eu deveria saber que voc estaria faminto."
 Eles entraram na casa, Scully foi direto para a geladeira e retirou de l uma torta congelada e colocou no forno microondas.
 Mulder estava sentado na mesa observando todos os movimentos dela.
 Ele ficava admirado... Como algum to pequeno tinha tanta fora, tanta coragem, tanta... Paixo.
 Ele suspirou feliz, ela o tinha fisgado direitinho... H alguns anos, no exato momento em que ela  entrou no escritrio deles e se apresentado.
 Pequena, com os cabelos mais escuros do que agora e mais longos tambm, um terno que parecia ser de Melissa, pois, a escondia totalmente dele. Escondia suas curvas, seu corpo... Mas, uma coisa ela no poderia esconder, sua alma.
 Ele podia ver sua alma atravs de seus lindos olhos azuis... Transparentes como gua cristalina. Ele suspirou aliviado, no precisava mais esconder seus sentimentos dela.
 Nesse momento ela se virou e olhou direto para ele.
 "Vai ficar pronto em instantes, ok?"
 Ele concordou com a cabea, ainda mudo.
 "Algum problema, Mulder?"
 "No. Eu s gosto de ficar ouvindo a sua voz... Ela  melodiosa..." - Mulder se sentiu meio pateta depois da declarao.
 "Voc diz coisas to bonitinhas, as vezes..." - Ela riu da expresso estranha nos olhos dele. - "Ei! Eu sou uma mulher e gosto de elogios...  s isso!"
 "No sei no... Voc no foi abduzida nos ltimos dias? Essa no  a Scully que eu conheo."
 Ele falou se levantando subitamente e parando de frente a ela... Que parecia muito menor, sem seus enormes saltos...
 "Nem brinca com isso, Mulder..."
 Ele riu antes de se jogar sobre ela e beij-la com carinho.
 Scully preferiu no fazer nenhum comentrio e deix-lo devor-la.
 Mulder estava todo alegrinho e s faltou saltar de susto ao ouvir o barulho do forno microondas.
 "Que  isso, Mulder? Se assustando com nada..." - Ela falou indo para o forno e tirando a torta de dentro, colocando-a na mesa.
 "Pronto! Podemos comer..."
 Mulder pegou os pratos e talheres e se sentou.
 O almoo foi tranquilo e os dois comeram em silncio.
 Mulder terminou primeiro e ainda pegou um pedao do dela.
 "Mulder! Que coisa feia! Eu dividi igualmente..."
 "A est o seu problema, Scully. Eu sou quase o dobro de voc... Por isso..."
 "Voc tem que ser mal educado e comer do meu?" - Ela falou sarcstica.
 Mulder fez carinha de cachorro sem dono. Scully suspirou vencida.
 Pegando um garfo ela cortou uma fatia grande da sua torta e deu na boca dele.
 Mulder suspirou de prazer.
 "To bom..." - Ele suspirou.
 Scully riu achando graa.
 "O que vamos ter para o jantar?" - Ele perguntou olhando para ela.
 "Mulder ns ainda nem acabamos de almoar..."
 "Eu quero saber, para que ns possamos ficar na praia mais um pouco sem pressa, que tal?" - Ele falou charmoso.
 "S por causa da praia?"
 "Bem... Meu amigo tem um sistema de home cinema... Eu estava pensando em ns dois passarmos a noite vendo um vdeo, hum?"
 Scully fez cara de pensativa.
 "A idia  boa, agente Mulder... Muito boa..."
 Scully j podia visualizar os dois deitados no sof, um balde de pipocas e ch geladinho ao lado deles.
 Ela estava comeando a sorrir, quando um barulho alto veio da porta.
 Scully se levantou e foi atender a porta, muito chateada por serem interrompidos. E quase teve um treco, ao ver a mesma loira peituda na porta, com cara de desesperada.
 "Desculpe-me, doutora... Mas, ns estamos com um enorme problema. Alguma coisa deu errado, depois que liguei a bomba um cano na sala deve ter estourado, a casa est toda molhada, nossas camas, nossas coisas, nossos celulares... Estragou tudo. Ser que vocs poderiam..."
 Mulder se levantou e saiu junto com Scully, atrs da loira.
 "O que aconteceu realmente?"
 "Eu no sei... realmente, no sei. Eu fiz tudo o que vocs disseram, a gua voltou, mas... Algum tempo depois, a Marta sentiu gotas na cabea, quando ns fomos olhar direito, BUM!!!! Caiu o mundo em cima da gente... A casa est Toda alagada, inundada... Deus! Que frias horrveis."
 "Por que vocs no pediram para algum ver como a casa estava? H quanto tempo vocs tm essa casa?" - Scully perguntou, olhando-a sria.
 "A casa no  nossa,  de uma tia de uma amiga nossa... Que no veio... Porque ser, heim?! Droga! Eu deveria ter previsto isso... Kate me paga..." - Ela falou irritada. - "Ela falou que a casa estava em bom estado, s um pouco bagunada... Eu j devia ter... Oh, Vocs no tem nada a ver com isso."
 Scully olhou para Mulder e os dois deram de ombros. Eles realmente no tinham nada a ver com essa estria.
 Os dois chegaram na porta da casa, bem menor que a deles e viram a situao real.
 O lugar estava cheio de gua, os mveis molhados, roupas estendidas em todos os lugares.
 As outras cinco garotas estavam espalhadas, duas tentando acalmar um e as outras duas andando pelo cmodo remungando. Sculy viu que a mulher que havia devorado Mulder com os olhos estavam resmungando num canto da sala, olhando para um celular totalmente arruinado.
 "Droga! Meu pai vai me matar..."
 A outra andava pela cozinha olhando o nada, mas ainda assim resmungando.
 "Voc deveria parar de chorar, Angie. Isso no vai nos ajudar em nada..." - Falava uma negra alta, alisando o cabelo da nica garota baixa e morena do grupo de mulheres exuberantes.
 A outra saiu de perto.
 "Cansei... Voc  uma boba!" - Ela disse irritada. - "Isso est afetando todas ns, no s voc."
 Scully ficou observando a cena e percebeu que a pequena morena estava num estado de quase choque.
 Ela resolveu tomar a frente e entrou no quarto.
 "Oi, Qual  o seu nome?" - Scully falou pegando a mo dela e medindo os batimentos.
 A mulher levou um tempo at perceber que Scully falava com ela.
 "Angela... Meu nome  Angela. E voc?" - Ela perguntou com voz doce.
 "Dana Scully... Doutora Dana Scully." - Scully falou alto, para que as outras ouvissem. 
 Mulder se aproximou dela tocando-lhe o ombro.
 "Elas vo ter que chamar um bombeiro... Um cano estourou...  srio, Scully."
 "J era nossa noite calma..." - Scully disse um pouco chateada. 
 As meninas olhavam encantadas para Mulder.
 "Eu sou Mulder, marido de Dana..."
 Scully pde ver a cara desanimada e decepcionada delas.
 "Talvez seja melhor vocs irem para nossa casa, ligar para um bombeiro na cidade e amanh vocs voltariam, o que acham?"
 "Ns no queremos incomodar, doutora." - Disse Anne, a loira que foi busc-los.
 "No tem problema, ser apenas por essa noite."
 As trs que se encantaram por Mulder, aceitaram na hora, as outras trs estavam um pouco pensativas.
 "Ns vamos ver o que fazer com todas essas coisas, depois ns iremos, tudo bem?" - Anne falou, olhando sria para as outras.
 "Tudo bem! Nos vemos depois... Vamos Mulder?" - Ela falou pegando a mo dele.
 Mulder enlaou os dedos dela nos dele e saiu sem disperdiar uma segunda olhada para nenhuma delas.
 J fora da casa...
 "Essa vai ser uma longa noite, Mulder..."
 Mulder a abraou pela cintura.
 "Marido, Mulder? Quando nos casamos?" - Ela falou divertida.
 "Eu estava querendo fugir de futuros problemas, Minha adorvel esposa..." - Ele falou beijando-a na testa.
 "Que tal a praia agora? Ns ainda devemos ter um tempinho..." - Ele falou sorrindo.
 Scully concordou.
 "Mas, antes precisamos voltar para a casa..."
 Mulder olhou para ela. 
 "Precisamos colocar minhas coisas no seu quarto..." 
 Entendendo o que ela falava, eles voltaram para a casa e fizeram a troca rapidamente. O quarto de Mulder era o ltimo da casa, ficando um pouco afastado dos outros.
 Os dois sairam logo em seguida e ainda ficaram um bom tempo na praia.
 Perto do anoitecer, eles estavam na varanda, olhando o cair do sol, quando viram as seis mulheres chegando na casa.
 "No conseguimos nada com a casa, ento..." - Ela falou um pouco sem graa. Parando de frente para eles, ela falou. - "Eu sou Anne, essas loiras ao meu lado so Miriam e Marta, essa outra  Marion... Angela e Ligia. Ns prometemos ir embora no incio da manh, no queremos incomodar."
 "Vocs j jantaram?" - Scully perguntou educada.
 "Sim, ns j jantamos..." - Marion falou com um sorriso falso.
 "Entrem! Ns vamos lhes mostrar seus quartos."
 Mulder se levantou da poltrona, com um suspiro desanimado. Scully olhou para ele e disse.
 "Fique, Mulder... Deixa que eu fao isso sozinha..."
 "Tem certeza?" - Ele perguntu cauteloso.
 Scully assentiu com a cabea.
 Mulder voltou a se sentar, ainda olhando para a parceira. Scully sorriu, tranquilizando-o. Ele sorriu de volta.
 As mulheres no entenderam nada da comunicao muda deles.
 Ele segurou a mo dela e beijou-a na palma.
 As outras mulheres quase suspiraram ao ver a cena.
 Scully levou as seis para dentro e mostrou os trs quartos destinados a elas.
 "A casa  grande, mas no possue muitos quartos... ento vocs tero que dividir. Duas em cada quarto, ok?" - Scully falou sria, mostrado os quartos para elas.
 "Marion, fique comigo, podemos conversar durante a noite, que tal?" - A loira chamada Marta, falou.
 Marion fazendo pose de grande dama resmungou um sim, entre dentes.
 Anne ficaria com Angela e Ligia ficou com Miriam.
 Depois de resolvida essa parte, elas entraram em seus respectivos quartos.
 "Ns conseguimos salvar algumas coisas ainda secas, ento ns nos vestimos do jeito que deu... Desculpe-nos pelas roupas..." - Anne falou realmente sentida.
 "No se preocupem, isso acontece... Com licena, eu vou voltar para a varanda."
 As mulheres agradecem e Scully sai, mas algo a faz ficar por perto.
 "Mulher de sorte!" - Diz Marta despeitada.
 "Homens so volveis, minha querida..." - Disse Marion maldosa.
 "Marion, Nada de encrencas, por favor! Eles esto nos fazendo um favor, s isso..." - Anne disse carranqueando e levando Angela para o quarto. - "Vem, Angie... Vamos arrumar nosso quarto."
 As outras no pareciam to confiveis quanto Anne e Angela, elas queriam se divertir... Somente se divertir e a sorte parecia ter-lhes dado essa chance.
 Scully ouviu o comentrio das duas loiras e ficou com uma enorme pulga atrs da orelha. Essas garotas trariam problemas para ela, com certeza!

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   Srie: Arquivo-x.

  Ttulo: O inferno astral de Mulder XIV.

  Categoria: MSR, humor, terror, tenso... 

  Censura: Livre (eu acho).

  Resumo: A luta de Scully comea... Mulheres andando livremente pela casa, nossa! Isso ainda vai dar confuso.

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 Casa de praia, Califrnia...

 Scully ouviu o comentrio das duas loiras e ficou com uma enorme pulga atrs da orelha. Essas garotas trariam problemas para ela, com certeza!
 Balanando a cabea ela resolve deixar para l, afinal Mulder j havia demostrado para ela que nenhuma das mulheres presentes na casa o interessava.
 Com um pouco mais de confiana, ela chegou na varanda.
 "Tudo resolvido?" - Ele perguntou, acolhendo-a em seus braos.
 Scully balanou a cabea positivamente.
 "Vamos comer? Eu j preparei as coisas para vermos o filme..."
 Scully riu.
 "Voc ainda vai querer ver o filme?" - Ela falou erguendo a sobrancelha.
 "Claro! Nada vai me impedir... E, se essa mulherada resolver ver o filme tambm... Tem uma poltrona maravilhosa, num lugar estratgico..." - Ele disse malicioso.
 Scully controlou o riso.
 "Tem trs ou quatro dessa garotas que esto doidas para sentarem-se nesse lugar." - Ela falou com um pouco de cime.
 Mulder suspirou alto, tentando se controlar.
 Ele no queria a Scully TPM de volta, no mesmo.
 "S tem uma garota que eu quero nesse lugar, Scully... E eu estou olhando para ela nesse instante." - Ele falou sincero, puxando-a para um beijo.
 Scully suspirou contente.
 Mulder sabia muito bem como tranquiliz-la.
 O beijo s no durou muito, pois uma das garotas resolveu aparecer na hora.
 Scully estava preparada para olhar com uma cara de poucos amigos, mas ao ver a jovem que estava sendo hostilizada pelas outras, ela segurou a lngua e falou mais cordata.
 "Precisa de alguma coisa, Angela?" - Ela falou se desprendendo de Mulder.
 "Eu preciso usar seu telefone, voc poderia me dizer onde eu posso encontr-lo? Eu preciso ligar para o meu noivo."
 "Claro! Eu posso lev-la at ele."
 A garota fiocou vermelha.
 "Me desculpem... Eu no queria incomod-los.  s me dizer onde fica que eu encontro sozinha..."
 "No se preocupe, Angela. Ns j amos entrar. Ainda no jantamos, no  Mulder?"
 Mulder sorriu concordando.
 "Que tal voc ir esquentando o jantar, enquanto eu mostro a saleta para Angela?..."
 Mulder sorriu.
 "O que voc vai querer?"
 "Lasanha... De frango, ok?" - ela disse enquanto eles entravam.
 Angela achou muito bonito o modo como eles se tratavam.
 "Ento voc  noiva?"
 "Sim..."
 "Seu noivo no falou nada sobre voc vir para c sozinha?" - Ela perguntou curiosa, enquanto via Mulder entrar na cozinha, abrir a geladeira e pegar a bandeja com a lasanha.
 Ele olhou para ela e sorriu.
 Scully sentiu seu corao encher de carinho.
 "Ele no gosta muito das meninas, ento... Pode imaginar o trabalho que me deu convenc-lo de que ele estava errado."
 Scully no sorriu. Fora ela e Anne, ela no confiava em nenhuma das outras... Atiradinhas demais para ela.
 "Eu acho que devo ouvi-lo mais, no ?" - Ela falou sem graa, quando Scully no falou nada.
 "As vezes os homens sabem do que falam... Mas, voc aprender com o tempo, no  mesmo?" - Scully disse rindo sem jeito.
 "Depois de hoje... Acho que vou ouvir mais as coisas que ele fala." - Ela olhou para Scully com o rosto em chamas. - "Espero ter com ele o mesmo tipo de confiana e respeito que voc e seu marido tem..."
 Scully sorriu. A idia de ser a senhora Mulder, j no parecia mais to estranha.
 "Ns levamos um tempo para termos essa conexo... Isso acontece com o convvio, Angela. Com licena, eu preciso ver se o Mulder no incendiou a cozinha."
 Scully falou saindo da sala.
 "Doutora!" - Angela a chamou e Scully virou-se para ela. - "Tome cuidado com Marta, Marion e Miriam, ok? Elas no so pessoas confiveis..." 
 Scully agradeceu com um sorriso forado.
 Ela saiu da saleta, e quando estava chegando na cozinha... Presenciou uma cena nada agradvel para ela.
 Mulder estava de costas, retirando a lasanha do forno, no batente do corredor, uma das loiras estava fitando uma parte da anatomia de Mulder que no era de domnio pblico...
 Ento mais do que depressa Scully se aproximou, fingindo no ver a loira.
 "J est pronto, Mulder?" - Ela falou abraando-o por trs.
 Mulder deu um suspiro de prazer.
 "Quase... Estava averiquando, voc sabe que essas coisas ficam prontas muito rpidas, no ?"
 Ele enlaou-a e a puxou num caloroso abrao, seguido de um quente e provocante beijo.
 Scully estava quase sem flego quando ele a libertou.
 Ele deu uma olhada para o corredor e falou.
 "Pronto! Seu showzinho deu certo... Ela foi embora." - Ele falou sarcstico.
 Scully estava to atordoada, por causa do beijo, que levou alguns segundo para perceber do que ele estava falando.
 "Voc a viu?" 
 Mulder sorriu do olhar surpreso dela.
 "Acho que aquele espelho me d uma privilegiada viso do corredor." - Ele falou apontando um pegueno espelho sobre a mquina de lavar pratos.
 "Ento? Por que voc estava de costas?" - Ela perguntou fechando um pouco os olhos.
 "No estava afim de encar-la e perguntar o que ela queria..." - Ele falou enfiando o rosto no pescoo dela. - "Vamos comer? Estou faminto!" - Ele falou com um intenso brilho no olhar.
 "Tem certeza que ver o filme hoje?" - Ela falou o abraando forte.
 "Amanh eu tenho outros planos para voc... Se no me engano, amanh no teremos nada para nos impedir de..."
 "Mulder!" - Ela falou sem graa se afastando. - "Algum pode nos ouvir..." 
 "E da? Eu no quero nenhuma delas, mas sim uma certa ruivinha, que est comum pegueno probleminha no momento."
 "Mulder tem o banheiro, gua, sabe..."
 Mulder riu.
 "Eu sei, mas..." - Ele se aproximou de novo e falou num sussurro rouco na orelha dela. - "Vai ser a nossa primeira vez... Eu quero que seja especial." - Ele falou, beijando o lbulo da orelha dela, fazendo-a se arrepiar.
 "Com licena..." - Uma das loiras, com cara de dona do mundo os chamou.
 Scully se virou, mas Muder se manteve agarrao a ela.
 "Sim?"
 "Sabem onde Angela est? Ela disse que ia ligar para o noivinho dela, mas ela est demorando muito e Anne quer ligar para o bombeiro mecnico." - Ela falou altiva.
 "Eu estou aqui, Marion... No precisava me buscar. Eu acho que conheo o caminho."
 A outra ficou sem graa.
 Anne veio por trs dela e falou sria.
 "No te pedi para chamar, Angela, Marion... Se eu quisesse falar com ela, teria vindo eu mesma." - A loira falou olhando para a outra com desdm. - "Peo-lhes desculpas pela minha... colega, ela est habituada a mordomias..." - Ela suavisou o rosto ao olhar para Scully. - "Eu vou ligar para o bombeiro, se vocs no se importam... Estou com medo de eatarem fechados, por causa da hora."
 Scully acenou com a cabea.
 "Quer que eu a acompanhe?"
 Angela se intrometeu.
 "Eu a levo, doutora... Pode deixar."
 "No queremos interromper seu jantar."
 "Ns vamos ver um filminho depois, se vocs quiserem..." - Mulder falou educado.
 "Sim, aqui tem sistema de home cinema, muito bom..."
 " claro que aceitamos..." - Marion.
 "Ns no queremos atrapalhar, doutora." - Anne falou colocando uma cara feia para a outra.
 "No se preocupem... A sala  grande, tem espao para todo mundo, ok?"
 "Obrigada, doutora..."
 "Ns s vamos comer alguma coisinha e ento veremos o filme... Daqui a quinze minutos vocs nos encontram na sala ao lado da saleta do telefone, certo?" - Mulder instruiu.
 As trs concordaram.
 Enquanto Angela e Anne iam para a saleta, Marion foi avisar as outras garotas.
 "Voc acha que eu fiz bem?" - Mulder perguntou olhando para Scully.
 "No se preocupe, Mulder. Isso s vai ser por um dia... Amanh teremos coisas mais importantes para pensarmos." - Scully disse maliciosa.
 Os dois se sentaram na mesa e iniciaram o seu jantar.
 Como o combinado, quinze minutos depois...
 A sala j estava preparada, as meninas queriam ficar em lugares que as deixassem prximas de Mulder e Marion e Marta foram as mais bvias.
 Mas as garotas ficaram agrupadas nos dois sofs, um com dois lugares e o outro com trs, uma vez que a lgica dizia que Mulder e Scully ficariam juntos.
 Mulder estava muito bem acomodado, com uma quente Scully aconchegada no colo dele, numa grande e confortvel poltrona.
 Os dois quase no viram o filme, ficaram trocando carinhos escondidos pela escurido da sala. Afinal, como disse Mulder no ouvido dela, o filme ficaria ali... no criaria pernas e sairia voando.
 Anne, Angela e Lgia prestavam a maior ateno ao filme, enquanto, Marion e Marta tentavam chamar a ateno de Mulder, fazendo peguenos barulhos ou simplesmente plantando o olhar neles, mas Scully e Mulder fingiam no ver. Miriam havia embarcado num sono profundo e vez ou outra soltava um ligeiro ronco, tirando um sorrisinho discreto de Mulder e Scully.
 Perto da meia noite o filme acabou, As garotas comearam a se levantar, mas Mulder fixou Scully em seu colo.
 ele no poderia se levantar sem se envergonhar... O corpo quente de Scully fez com que certas partes da anatomia dele fervesse e quase entrasse em erupo, mas como isso no aconteceu, ele estava com um 'grande' problema.
 Scully no sabia se ria ou chorava.
 "Bom, obrigada pelo filme... Boa noite!" - Anne falou saindo juntamente com Angela.
 "Boa noite!" - As outras falaram, tentando acordar Miriam.
 Marta e Marion ficaram impacientes e deixaram Lgia acord-la.
 Miriam abriu os olhos sonolenta, alguns chamados depois.
 Lgia sorriu para ela e a ajudou a levantar.
 "Vamos, amiga... O filme j acabou faz tempo..."
 As duas iam saindo, mas, antes Lgia sorriu para os dois.
 "Boa noite e obrigada pela gentileza..." - E saiu.
 "Ufa, at que enfim!..." - Mulder falou um pouco desesperado.
 "Venha! Vamos tomar um banho..."
 "Scully... O que eu te falei?" - Ele disse sentindo-se muito quente.
 "Isso no te impediu hoje a tarde, no foi? Podemos repetir a dose..." - Ela falou maliciosa. - "Afinal temos um banheiro s para ns..."
 Ela levantou puxando-o.
 Mulder levantou e foi acompanhando-a de bem perto.
 Eles chegaram no quarto e Scully fechou a porta, trancando-a.
 "No quero ser incomodada..." - Ela falou ao ver o olhar dele.
 Mulder riu, enquanto tirava as roupas, Scully olhava maravilhada o corpo dele exposto, sem barreiras...
 "Voc  lindo, Mulder... Voc pode me encontrar em alguns minutinhos..." - Ela falou entrando no banheiro.
 Mulder ficou ali, parado, at ouvir o som do chuveiro... Ento ele entrou.
 Scully j estava debaixo d'gua.
 Ele entrou e a abraou carinhoso.
 "Eu preciso tanto de voc, Scully..."
 Scully empurrou Mulder para um canto da parede e comeou a manipul-lo.
 Mulder comeou a gemer continuamente, a sensao maravilhosa das mos dela em seu membro o estavam enlouquecendo.
 Ento ele quase parou de respirar ao sentir os lbios dela envolvendo-o.
 "Scully!!!" - Ele soltou um grito estrangulado. - "Oh, Deus, Scully!... Voc no... precisa... fazer isso... Oh..." - Ele falou, mas no conseguia nem mesmo raciocinar, com o que Scully estava fazendo com ele. - "Scully... Scul..."
 Ela comeou a movimentar sua boca com mais fora e velocidade.
 Mulder j no podia juntar uma slaba, ento gemidos e palavras comearam a sair da boca dele.
 Ele tentou avis-la que estava quase l, mas...
 Ela o chupou com mais fora...  E bum!!! L foi ele, no mais completo e espantoso gozo que ele j teve, quando algum lhe fazia sexo oral.
 Ele finalmente conseguiu abrir os olhos alguns minutos depois, eles estavam, ainda, um pouco desfocados, mas, ele a olhou dentro dos olhos.
 "Isso foi incrvel, Scully!"
 Ela sorriu levantando-se.
 Ela se aproximou dos lbios dele e deu-lhe um suave e casto beijo.
 "Isso  um beijo?" - Ele falou puxando-a com fora e enfiando a lngua na boca dela.
 Scully sentiu as mo dele entre as pernas e ento, l estava ele enfiando um dedo dentro dela para buscar umidade e ento ele comeou a esfregar o clit dela com violncia, assim como ele a devorava com os lbios.
 Scully tentou se afastar, a sensao sendo forte demais,Ela estava se contorcendo de pura luxria nos dedos dele.
 Mas ele no a largou, ao contrrio ele continuou a massagear-lhe o clit com cada vez mais vigos e vontade, ento, sem ela esperar, ela gozou forte, estremecendo ao redor dos dedos dele e o segurando com fora, como se tivesse medo de cair. E realmente teria cado, se Mulder no a tivesse segurado.
 Ele sentiu as pernas dela amolecendo e ela se entregando completamente a ele.
 Ela ainda tremia, pois mulder no parou seus movimentos totalmente, ainda esfregando-a.
 Depois de um tempo, ela paru de tremer e mulder a abraou, tirando seu abrao de morte da cintura dela.
 Scully afundou o rosto no peito largo dele e deixou-o lavar a ambos.
 Mulder saiu primeiro. 
 Quando ela saiu do banheiro, a cama estava toda arrumada e um sorridente Mulder esperava pacientemente por ela.
 Scully sorriu. Aconchegando-se nele, ao se deitar na cama.
 "Noite, Mulder!" - Ela falou dando um beijo nos lbios dele, antes de encostar a cabea no peito largo.
 "Noite, Scully!" - Ele falou, antes de estender o brao e apagar a luz.

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  E a, gurias?! O que esto achando? Esse captulo vai para o mais novo membro da lista, que disse gostar dessa fic, valeu por seu apoio Fhairus!   
 

 

 
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